Notícia,
que não chega e nem dispara,
só me desampara e me derruba na agonia.
Tanto,
pra todos os motivos que o mundo tem
pra girar no teu contorno e tua nota
fazer tocar.
Queria,
era te fazer tocar na minha ferida
pra acordar no calor da tua pele
feita na minha.
E ainda,
pediria mais saliva pra me tocar inteira
e solar a nota que quiseres no meu corpo nu.
Faria,
todas as juras que teus olhos pedissem
e se não as quisessem jogaria fora cada sílaba.
Teria,
em cada pedaço do meu ser
a tua calmaria.
e tu até
Poderia
rodar o mundo se eu soubesse
que em minha cama
Caberia
nós dois.
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Estante em instante
Estendo-me aos teus peitos fundos,
como se numa desordem
meu corpo procure abrigo da chuva.
Por onde andara minha solidão?
Minh'alma não a procura
e meu riso borda a idéia de buscá-la.
Num apse desse abandono, sorrio,
preparo, conto, e re-faço o que desfiz.
Se sou tua
ou se sou minha,
não sei.
Só sei-me bem quando vejo-te
e isso,
isso eu sei que pode ser de
nós
em nó
pros dois.
como se numa desordem
meu corpo procure abrigo da chuva.
Por onde andara minha solidão?
Minh'alma não a procura
e meu riso borda a idéia de buscá-la.
Num apse desse abandono, sorrio,
preparo, conto, e re-faço o que desfiz.
Se sou tua
ou se sou minha,
não sei.
Só sei-me bem quando vejo-te
e isso,
isso eu sei que pode ser de
nós
em nó
pros dois.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mundo pequeno
Deixa teu cabelo crescer
e volta.
Volta que eu quero caber
no buraco do teu peito,
quero entrar no teu alento
e me afogar de jeito.
Deixa teu olho re-ver o mundo
e volta.
Volta que eu ando cansada de esperar,
quero devorar tua carne
e te fazer comer a minha.
Deixa teu pé navegar
e volta.
Volta que eu ando querendo mesmo
é navegar em você
em cada curva que teu corpo completa o meu.
Deixa tudo
e volta.
Que eu ando querendo visitar o butantã.
Deixa o resto
e volta.
Porque o tudo, eu te dou daqui.
e volta.
Volta que eu quero caber
no buraco do teu peito,
quero entrar no teu alento
e me afogar de jeito.
Deixa teu olho re-ver o mundo
e volta.
Volta que eu ando cansada de esperar,
quero devorar tua carne
e te fazer comer a minha.
Deixa teu pé navegar
e volta.
Volta que eu ando querendo mesmo
é navegar em você
em cada curva que teu corpo completa o meu.
Deixa tudo
e volta.
Que eu ando querendo visitar o butantã.
Deixa o resto
e volta.
Porque o tudo, eu te dou daqui.
Assinar:
Comentários (Atom)