quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mais dá

Pois é,
mais dá.
E imagino-te quando diz que me vê
quando conta que me conta nos olhares
antes de atravessar a rua.
Conta-me nessa tua doçura enquanto eu
eu escorrego sobre teus ombros
arrumando uma desculpa pra ficar mais
e achar que sobre teu peito de ossos
cabe mais carne pra nós dois.
Como se nos teus olhos
o segredo do meu doce fosse revelado em samba
e no final
a certeza única que dá
é a que dá,
que deu,
que quando por mim passou
e bateu
o olhar estremeceu.
Quando o sorriso pra gente nasceu
deu,
sem erro nem drama
só o charme do mundo todo
pra chamar o meu bem querer.

domingo, 14 de outubro de 2012

Aio

Ainda bamba meu corpo balança num nó. Como se num apse de desespero tu me procuraria num beijo partido. Meu ônibus estaciona como um foguete que prepara pra Lua. Procuraria teu alento se me focasse mais em volta, fui reto, pensara em nem desviar das pessoas, pois minha bondade me desgastava naquela hora. Parece que gente de boa fé acaba de ser lacrado com a idéia de burrice, até me abandonei um bocado, mas antes do buraco, me achei. E tu, como, se no meio de tanta gente me acha no centro? Parecia que teu coração teimava pela minha passagem esperada sem noção de horas, e mais um vez, esvai tua primeira aula e a minha. O abraço mais longo, o rosto mais escondido pela barba, a covinha feita e firme, parece que detalhei tudo, menos esse teu ultimo olhar que num golpe me sacaneou e me tirou do centro e me deu eixos mais longos, bambos e finos. E como se fosse o final e eu de partida, meu beijo no teu rosto mostra meu respeito em calmaria, e você cansado desse meu abundante respeito, segura minha cintura e me apaga em beijos, dos quais, nunca pensei que existiriam numa noite assim, tão quente.