domingo, 18 de agosto de 2013

Solidão da casa

O barulho da televisão ligada, a imagem refletida na janela entreaberta da sala. A persiana do quarto voando por entre as frestas da janela onde bate vento. A luz da Lua bordando o quintal onde a grama cresce. Os livros acompanham o pó da estante. A torneira do banheiro pinga. A louça que acabei de lavar escorre na pia e os copos deslizam pela água. A luz da sala acesa, o segundo quarto, mudo. A chave entre o vão das almofadas do sofá. A melodia alta, o barulho das teclas do computador, eu, respirando.

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Andava a falar.
Andava a olhar.
Andava a navegar
e navegando procuro no mais frio dos mares
algum par,
pra que no meu congá caiba o amor,
caiba dois,
pra ser,
1.