sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. Clarice Lispector

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sem cor.

Bagunça, folia. Quanta coisa a gente faz depois quer voltar atrás. Meu choro entala na minha garganta feito comprimidos para dor de cabeça, o céu lá fora me mostra um ar de loucura, está quente, e eu fria. Tentei muitas vezes contar estrelas, mas a poluição não deixa, meu olho não acha nenhuma e meu coração esquece de ver. A música hoje é a mesma, coloquei para repetir. Não quero café, quero dormir, sumir, sorrir. Meu semblante cai como um viaduto no centro da cidade, cheio de carros mas de madrugada vazio, sem ar, sem cor, sem vida, sem ida. Palavras eu já não tenho mais, não sei o que aconteceu essa noite, eu jurava que estava tudo bem. Amizade não se encaixa, é como um açucar que precisa de água, mas não temos água, temos vinho. As cores estão perdidas, hoje olhei para muitas, mais agora não vejo se quer nenhuma forte, ou que me chame atenção. Queria agora todos os conselhos que um dia dei, queria o silêncio das palavras, não queria esperar nada de você, esquecer de mim, cair, sorrir e fingir que nada aconteceu. Me diz alguma coisa, você ainda me escuta... Talvez eu já tenha largado todas as armas, agora eu só tenho uma lágrima das mais dificeis de cair. Quanta coisa a gente faz depois quer voltar atrás. Volta tempo, eu quero ser criança, eu não quero sentir, não quero desejar ver seu relógio iluminando o quarto de música, sua cachorra obediente, seu computador ligado nas caixas de som, sou sorriso mais bonita e sua idéia mais brilhante, sua voz no meu ouvindo. Quero por fim, sumir.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ao chegar a tarde lembro de você, tudo se torna ireal e agradável. Me sinto fácil. Sentimentos em forma de canção surgindo ao cair da escuridão. Com as estrelas a iluminar, tento entender os motivos que fizeram você me esquecer... "Preciso reconquistá-la novamente" repeti em tom solene. Me deizei fazer parte da sua vida mais uma vez, prometo não faze-la chorar, prometo te amar - mar. Você me deixou levando uma parte de mim que é você. De: Diego 'Customizado' por: Juliana Altomare

Botões

Rosas ao chegar da primavera, ainda gosto de violetas. Demonstram a perfeição da matureza. Seres renascem, vivem e morrem ao passar do tempo, ao longo das estações do ano, a Terra que não para, minha cama bagunçada. O amor brota como um botão de flor, em apenas milésimos, porém, entrando de uma forma linda e simples na vida. Como entender esse sentimento? Sem cor, sem face, hora invisível e hora tão visível para quem quer ver? Sentir. Com o sorriso, logo aparece a tristeza. A vida é dificil de entender, quando se espera o ireal muitas coisas acontecem de forma desconhecida... Pessoas entram e saem da nossa vida e deixam marcas, deixam momentos, lembranças. Mais deixando o tempo seguir, espero você, ainda espero você. Talvez o tempo demore, talvez nada aconteça, mesmo assim deixo momentos marcados em você Mas a minha última nota: capuccino, cores, amores e uma clave no chão. Séra que ainda sou sua palhaça favorita?

Invisível

Faz meses que te conheço, faz semanas que me esqueço. Faz semanas que escutei um te amo, mas parece que faz meses que você sumiu. Faz dias que não sei se está aqui, faz meses ou semanas que me pego chorando. Faz algumas horas que acho que morri. Faz menutos que decidi resistir. Hoje você faz parte da minha vida, do meu passado, talvez do presente e não sei do futuro. Ainda te amo. Mas decidi por mim mesma que meu semblante é mais bonito sorindo, mesmo que não seja com você. Mesmo querendo você. Mas hoje eu sei que a simplicidade do olhar, que a simplicidade da vida está aqui comigo. Estou muito melhor, muito melhor em saber que posso ser feliz mesmo sem você aqui. Hoje você é invisível para mim, e eu, ocupada pra você. Uma nota da narradora: ' insirado em uma história em um conselho que jamais dei a ninguém, e na força que temos juntas. Obrigada pela inspiração menina. Juliana Altomare '

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hoje me refiz

Decidi sair na rua com um sorriso estampado no rosto. Disse para mim mesma que estava tudo bem, e que nunca poderia estar melhor, tem vezes que é tão gratificante enganarmos a nós mesmos de um jeito tão simples... Tem horas que o seu sorriso tira todo o seu luto. Um sorriso simples por ver alguém sorrindo, ou por lembrar da piada do cobrador de ônibus, por lembrar da suas brigas da primeira série, aquelas que depois estava tudo bem. Hoje me refiz de mim mesma, deixei de lado o semblante que em mim não ficava bom, deixei de lado toda a saudade, matei toda a mentira... Garanti a mim mesma que estava bem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais um texto. Mais falta de palavras. Mais um modo de loucura de sumir, mais um. Mais uma vez está tudo bem, ou tudo mal, ou tudo assim, sem nome. Um pedido de esquecimento. Uma saudade que não tem fim. Mais um fim, com um dificil recomeço. E muita mais muita vontade de dormir.

Insônia, medo.

A moça foi dormir decidida, ela não entendia quase nada. Indo para a cama, e quando deitou nela, percebeu que dessa vez estava só e não teria mais volta " A decisão foi minha ". Talvez essa seja a decisão mais louca que ela tomou, e também a mais triste. Respirou fundo e sentiu medo. Um medo que nunca tivera sentido antes, ela estava rendida a saudade. Sem opções, voltou a ser criança, se levantou e bateu na porta do quarto de sua mãe, dizia que estava com medo, que não conseguia dormir, a mãe, sempre disposta a ajudar colocou a moça em sua cama e fez carinho a noite toda. A moça sentia saudades do velho. A moça sentia saudades de tudo que tinha com o velho. A moça não conseguiu dormir. A moça por fim decidiu sumir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cores

Eu tento guardar as palavras, mas elas dizem que não querem ser guardas... Com isso eu me perco em milhões de letras, muitas inesplicáveis para mim, que sou tão moça no meio de tanta confução mental, no meio de tantas minhocas. É cada vez mais dificil acreditar que o gelo vai quebrar, mas eu vejo o Sol, ali na dele, quieto, com sinfonias de notas pintadas com lápis de cor. O vermelho já não é o mesmo, mas está ali, bem ali, eu vejo, mais não consigo pegá-lo, ele está perto, mas está longe e tem mais milhões de cores no meio e dos lados, todas lindas, mas eu quero o vermelho.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Preciso de calor, preciso de um céu lindo, preciso esquecer a camera digital em casa, preciso trancar as palavras na minha gaveta ou no meu cofrinho de moedas. Preciso me perder, para te perder e me achar.