terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sem cor.

Bagunça, folia. Quanta coisa a gente faz depois quer voltar atrás. Meu choro entala na minha garganta feito comprimidos para dor de cabeça, o céu lá fora me mostra um ar de loucura, está quente, e eu fria. Tentei muitas vezes contar estrelas, mas a poluição não deixa, meu olho não acha nenhuma e meu coração esquece de ver. A música hoje é a mesma, coloquei para repetir. Não quero café, quero dormir, sumir, sorrir. Meu semblante cai como um viaduto no centro da cidade, cheio de carros mas de madrugada vazio, sem ar, sem cor, sem vida, sem ida. Palavras eu já não tenho mais, não sei o que aconteceu essa noite, eu jurava que estava tudo bem. Amizade não se encaixa, é como um açucar que precisa de água, mas não temos água, temos vinho. As cores estão perdidas, hoje olhei para muitas, mais agora não vejo se quer nenhuma forte, ou que me chame atenção. Queria agora todos os conselhos que um dia dei, queria o silêncio das palavras, não queria esperar nada de você, esquecer de mim, cair, sorrir e fingir que nada aconteceu. Me diz alguma coisa, você ainda me escuta... Talvez eu já tenha largado todas as armas, agora eu só tenho uma lágrima das mais dificeis de cair. Quanta coisa a gente faz depois quer voltar atrás. Volta tempo, eu quero ser criança, eu não quero sentir, não quero desejar ver seu relógio iluminando o quarto de música, sua cachorra obediente, seu computador ligado nas caixas de som, sou sorriso mais bonita e sua idéia mais brilhante, sua voz no meu ouvindo. Quero por fim, sumir.