quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alguns anos meus

De cor e de ponta à ponta, corria feito doida com doces na mão o meu quintal maior o mundo, e sabe, as vezes ainda me parece o maior quintal do mundo. Gosto de miojo desde criança batuta assintindo Castelo rá-tim-bum. Segundo minha mãe tomei tantos tombos na escada maiores do que vivo tomando na vida e as vezes acho que ela tem razão. Queria doce, chocolate, leite e rock Hoje quero mais doce, mais chocolate, café e samba. Odiava samba. Amo samba. Cartola era música de velho, Cartola é rei! Chico era estranho Chico é poeta dos olhos obliquos. Não gostava muito de cor-de-rosa e até hoje prefiro meu vermelho e como bala de goma falada de um jeito diferente. Do mesmo jeito que minha mãe pedia para eu colocar a blusa nos dias de frio, me pede hoje ajuda no que vestir e sempre gosta das idéias malucas que tenho, ou quase sempre! Mas ainda assim não largo meu lado criança e deixo várias vezes a minha vontade de crescer passar e olha que passa rápido... sabe, a vida é uma bagunça e a minha em especial é mais doida ainda. Esses dias foi minha mãe quem me fez um leite quente e me levou na cama. Não me cobrou crescer embora tenha me cobrado sonhar. Por minha vez, sei que tenho o doce de criança e o vinho dos adultos... de vez enquando me cobro "JULIANA cresce!" e me respondo "Quem disse que agora eu preciso/quero crescer?" Que toda essa essencia de criança com gosto de açucar depois de tomar remédio amargo reviva na vida bagunçada e de adulto. E eu? Que eu tenha tempo de correr no meu quintal maior do mundo feito batuta com todo doce possivel nas mãos.