terça-feira, 12 de abril de 2011
Tantos parabéns
Mais ou menos a 20 anos atrás uma mãe que estava no trabalho, em casa, ou até mesmo sambando qualquer samba de raiz esperava sua filha, sendo acomodada pela sua barriga que mais parecia uma melancia inteira para as crianças do bairro. A bolsa estorou cerca de alguns segundos depois do seu ultimo sambarock no máximo do volume do rádio de cor preta com botões dourados, acho justo lembrar das cores. Pequenina a garotinha não deu trabalho no parto, mas levou as três palmadinha do médico. Queria ser uma abelinha e ver tudo de perto, mas eu, não sonhava em nascer... De qualquer forma, a pequenina chegou, com pouquinho cabelo, branquinha, fofa e com o nome de Jacqueline Mesquita. O nome herdou do pai, mas todos diziam que ela era a cara da mãe. Nome de um, fucinho do outro. Deu seus primeiros passos, seus segundos tombos, ganhou vestidos cor-de-rosa mas gostava mais de cinza-branco-preto, mas não devia ser menino de jeito nenhum, era uma flor, pequenininha e tão paparicada. Como todos crescem, ela cresceu, viveu tanta coisa! suportou tanta história, riu de tantas armadilhas e mesmo querendo chorar, sorriu. Aprendeu que nem tudo é como queremos, e que muitas vezes o tempo demora muito pra re-arrumar nosso mundo. Quantas vezes bateu a cabeça sem escutar sua mãe e até hoje isso acontece, e ainda diz " é errando que se aprende mãe! " E errando ela cresceu, e aprendendo ela cresceu, e se conhecendo percebeu que muitas vezes ainda não se reconhece, mesmo com seus vinte-anos-de-idade! Jac, parabéns pelo que foi, pelo que é, por viver, por crescer e por ter tanto carisma contagiante! E um pedido: sorria sempre! Feliz aniversário pequenininha que ainda é pequenininha!