Hoje comprara teu conhaque sem tua boca para bebe-lo.
Comprara também o teu pão,
pr'eu virar a tua comida;
em cima da mesa bebi de ti
e lembrara vagamente de mim.
Teu cheiro era maior que o meu,
e teu gosto,
mais doce.
Parecia que eu desaparecia
que a gente se comia com os tais olhos de comer fotografia.
Relia teu corpo
tu reescrevia o meu.
Meu copo vazio,
acompanhado da garrafa também vazia
seguida do meu corpo nu;
porém cheio do meu coração
que de ti,
não se esvazia.