Afogo-me no inesperado grito assustado da noite. Meus olhos afundam-se na aurora e meu corpo perde-se nas horas. Raramente o relógio está no meu pulso, que a pulsar vai em desalinho com meu compasso que nunca ritimado aguça meu riso desmarcado.
Pelas ruas da chuva, nas poças onde de meus pés saem rosas acompanhadas de espinhos. Toda cautela em cuidar da flor descabelada que se protege com espinhos mais frágeis que a unha da idosa que a olha. Não adiantaria salvar-se. Os meios seriam inúteis e continuara a mesma.
Aí de mim, olhar-me por dentro num rodeio desses de melancolia em noite serena, em domingo vazio, em tédio completo pra minh'alma deserta. Me vi num barril, desses vazios, onde nem as uvas tomariam conta dos vinhos bons do sertão.
O caminho alucinado parece-me desorientado pela procura imprópria. O rosto visto em traços, marca menos a alma, já que a calma já tomara por veneno, no gosto de morrer seco. Por onde andara o que deixara de esquecer. Parecia um poço, desses que tudo tem, e que faz eco quando alguém vem.
Tudo parece vazio quando cheio, e se cheio a vista parece vazio, quem haverá de preencher se eu por amores morrer?