domingo, 30 de dezembro de 2012

06:23

Devia ter acordado de um daqueles sonhos, dos quais, dizia, que a moça doce aparecia e te consolava, e sem ver teu rosto que a aurora cobria, sorria, e te fazia acreditar na vida. Devia ser mais um maldito sonho, como costumavas dizer. E que, entre o suspiro de estar ou não acordado, sondava-se, tentando desacreditar no que fizera. Antes, sem pensar. E no despertar pensando. Era 12 de dezembro. Era o maldito dia em que nós, nos desligaríamos completamente, o dia no qual a certeza não era de lado nenhum. Foi como o dia que quem venceria fosse a partida, e enquanto eu me consolava, e te consolava, e guiava-me por sobre as ruas, eu via, via a desilusão do amor, e assim, suspirava como um barco que quando flutua em teu mar em pranto, navega mais bonito com o céu brando. Ali, era chuva. Inda hoje o reflexo nítido das duas almas é a cor, que a gente nunca conseguiu ver.