Vem, e vai.
Tá crescendo.
Crescendo e perguntando de tudo,
da nuvem,
do céu,
da árvore,
dos bebês...
E essa história de bebês nunca se resolve,
ela é espertinha demais
e pergunta pra todo mundo,
e cada um, responde o que dá,
e ela,
desentende.
Brinca,
brinca,
de coelho,
de professora,
de mamãe.
Isabella vem, e vai.
Tá crescendo.
Crescendo e crescendo,
logo tá mais alta que eu!
Falando da idade,
da escola,
do Papai,
da Mamãe,
do dente que tá mole, mole,
e tá querendo sorvete no frio.
Isabella vem, e vai.
Pergunta do meu amor,
e eu digo que a vida levou-o embora,
e ela ri,
e me chama de bonita antes mesmo que eu lamente por meu amor.
E pra felicidade,
ela brinca no meio-fio das linhas do chão,
diz que vai ser equilibrista,
e eu, como quase tia,
me desmancho de saber,
que alguém ainda sonha com a realidade que tenho eu.
Isabella vem,
e vem,
e nunca vai,
e eu, deixo que ela venha,
que o sorriso dessa pequena moça,
é tão doce e tão grande,
que me abraça por inteira.
E Isabella me chama,
e eu,
estou indo já.