Por todos os meios, onde eu me analisei: será que sou eu? Não obtive resposta certa. Acredito que não exista uma resposta certa da qual inclua pessoas diferentes no mesmo acaso da vida, e que talvez existam ambas respostas certas para cada ponto de vista. O fato é aceitar aquilo que faz sentido: as diferenças. (Embora uma parte de mim ainda se ache tola de falar isso)
Me vejo a cada instante mais diferente do que eu era, de como pensava ou me guiava através de eu mesma. O que sou agora tem muito de mim, mas talvez pouca coisa que seja compartilhada para quem fez parte de alguma etapa da minha trajetória da qual hoje acaba se distanciando do que me formei. Portanto, não me coloco com respostas (mesmo que ainda tenha perguntas), não acho que sejam relevantes pra mim.
Os vejo tão diferentes do que eram, alguns se arriscaram a ser o que tanto repudiavam, e outros rezaram a missa e não viram que se rotulavam agora, a ser tão pouco a ponto de não mais acreditar em si mesmo: vivem da aparência, e da alegria momentânea que ela causa. Eu tenho tanto medo, e tanto amor, que as vezes me arrisco a saber quem são, ou como estão, mas logo me desanimo: nada de novo além da mocidade que são.
Todos nós mudamos, mas podemos ainda, após de tudo o que vivemos, regredir?