viveu muita coisa sem viver
sentiu muito, sem sentir um ao outro
quis tanto e não teve nada
teve tudo e não teve quase nada
tentou ser tudo e foi, foi fazendo tudo do não ser tudo
a gente se fez, e re-fez em milhares de bagunças entre mundos açucarados dos quais a gente alimentou bem, distante.
e tudo deu no que deu,
no nó da mistura da cor
um devorou o outro sem decifrar,
e o que sobrou a gente ainda tenta juntar, pra tentar re-viver e entender o que foi este furacão louco que o vento soprou
que trás a saudade que a nossa vida teve ou manteve
por qualquer tempo, talvez o tempo conte mais ou menos de nós!
a gente só guardou todo esse amor louco na nossa loucura de fugir da rotina,
tudo diferente com um fim relativamente parecido
e hoje a gente é, ou não é
com falta, com cor, com doce e com sal...
juntou a fantasia e o presente da pequena,
com a realidade e o futuro do gigante,
a gente se perdeu em alguma vontade de nós dois e que eu nem sei ao certo qual era.
eu sempre fui a bagunçada na linha reta sempre a torta.
demorou um tanto quanto pra sentir, e agora demora, ainda demora pra re-aprender a desaprender a amar ou re-amar sem desamar.