expressão
daquelas palavras que formam a linha tremida e temida
das palavras que guardei tanto
do que não falei por sentir de me calar
o sentido que nunca fez sentido algum de sentir
menos re-viver
é, deixamos pra lá com mais um deixa pra lá
final de frase
com qualquer palavra que um barbudo canta com um violão no braço
sem qualquer coisa
com todas as coisas que ficaria sem
sem saber da ida
da vinda
canções que não existem mais
não ali contigo
além do disco da capa da menina vermelha
que espera no correio
mas não cabe
não chega
não esperavas mais
mesmo esperando tudo de volta na volta do tempo
sem medo
sem erro
sem ser meu
nem teu
nem nosso o que sempre foi nosso
as mãos geladas
o vestido do frio roxo
com sacolas pinduras no braço
de quem não toca na vida
mas de quem se atreve a escrever
do nariz vermelho
que a menina vestiu
então o homem que ela não viu
vendo
olhando com os olhos castanhos
como gato ao peixe
agora
como o galo ao tigre