domingo, 1 de maio de 2011

Sobra tanta falta

falta espaço entre os dedos azuis da sua mão gelada... a númeração do lote na garrafa de cerveja importada. tem vezes que falta, tem vezes que sobra tanta falta. sou chata, não sei dizer ao certo mais nada, mas sei que perdi umas palavras no caminho de casa e alguns olhares em esquinas no dia de chuva. nada de coisa ou outra. na verdade eu não sei, tenho gosto em brincar com palavras e com cores sempre-euq-possivel e não ligo, apenas desfaço ordens da lingua portuguesa quase sempre... afinal minha expressão raramente tem sentido entendido por quem não sabe olhar com os olhos da alma. as vezes lamentavel por si só. sabe, a chuva as vezes vem pra esquentar, mesmo quase nunca esquentando, e não sei se ela cai forte ou fraca, mas ela é gelada, e as vezes me sinto tão gelada e triste como chuva no dia de frio, mas sempre aparece um sol, ou quase sempre. eu tenho tanta falta, tanta falha, tão tudo e tudo nada, nada presta... me pareço azul, depois amarela mesmo ainda sendo vermelha. e eu não sei mais, já virou a bagunça da bagunça mãe em fatos reais desleais com a humanidade trabalhadora em regras de capitalismo. eu só me acho no muito pra pouco e poucas vezes pra tanto, acho que como o borrão de café conta a vida, as palavras descrevem a loucura que a propria vida é, ou nós fazemos questão de se vestir do super-homem e vencer os montros com ajudas de pessoas sempre. eu gosto de pessoas, sabe, tem dias que são encantadoras e vezes tão desanimadoras, quase sempre nunca estável, quase sempre nunca tão notável... algumas vezes me perdi em tanta gente que se auto-elogia e logo se desfaz feito um laço de sapato. não me prefiro, as vezes acho que em algum dia da vida isso pode ocorrer, o que seria bom, ou lamentavel, gosto de preferir coisas distintas de mim. as vezes vejo a bondade fazendo com que a maldade não seja tão notavel nem especifica. odeio o certo e o errado, gosto de me escolher entre escovas de dente coloridas, imaginando as manias do ser-humano mais doido da face da terra... e imagino porque raios o ser-humano é tão preto e branco no meio de tantas cores a vida cruel dá ou empresta. sabe, eu não sei ainda pra que sobrar tanta falta de tudo que não sobra.