quarta-feira, 27 de julho de 2011

Banco de espera

Roda gigante.
Tralhas e fantasias,
o que cai de mim em pulos.
Pulo entre prantos teus.
Gasto,
com olhos arregalados.
Teu outro eu me espanta,
seca a minha guarganta
me faz engolir a seco.
Outro teu com falta minha,
logo minha?
Espanto-me.
Afasto-me.
Mas volto,
e grudo.
Enquanto o celular toca o eco,
a gente se permite sentir.
Mas aqui?
No banco?
Com o céu cor-de-rosa da outra?
A outra está tão longe,
o aconchego dela foi o meu
com o teu par.