sexta-feira, 22 de julho de 2011

Teu nome de refrigerante

faça-te um desenho, com cores nas flores, pra mim,
assina-te assim,
mas com o meu nome num cantinho
te guarda junto,
e te lembra que de canto eu lembro você.
não sei como me perdi no laço teu de um encontro;
na conversa de tantos desencontros.
só.
devoro o decifra-me,
que me decifra em frio no rabo do medo,
do teu lado do laço
que me desfaço sem dó.
tão só.
na fantasia dos doces,
dos mundos encontrados
des-ligados feito pó.
tô tão só.
no vento do samba,
hoje não sambei
chorei na roda,
ao som de cartola saindo de ti.
desafinei só,
errei a letra,
nunca pensei que teria uma,
tua.
desacredito no fim
no ponto de recanto.
sou tua, ainda só.
de soslaio te vejo sorrir
e ainda me mata nesse riso!
soltei o prumo e me deixei cair,
e a gente
que se devore.