terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nome
Onde que por minhas mãos escorre meu cansaso em divida com meu cais. Teus olhos curtos preferem não me olhar enquanto reclamo da vida, enquanto meu colo é mais confortável e o único disponivel pra minha cabeça que pesa. No fundo, vejo na sombra da luz, o teu relance, nesse disfarce imediáto de quem olha, e des-olha, pra que, nenhum pedaço de mim fuja pros teus olhos mansos sem que eu perceba, pra no final, tu me olhares fundo e afundar-se no abraço de cinco minutos antes das faltas que depois fazemos. Por onde meus olhos veem você longe, atravessando a rua sempre em linha cruzada até a pequena porta onde entra, onde me faz ter a certeza que tudo o que eu preciso acomoda-se agora dentro de uma sala enquanto eu fujo pra longe mas com a certeza de volta. Isso, quando na tua e minha teimosia eu não fico, e vou pedindo o caminho todo pra que me leve ao lugar desejado nas costas ou em cima dos teus pés. Fora, que, quando se chega, se esquece de toda a confusão ou se relembra, nunca vi meus caminhos tão doces quanto uma corrida pré-avisada e um empurrão esperado e desesperado como se fosse fuga, mas, no final, fui devagarinho pra sentir teu puxão na minha mochila com o sorriso bordado no rosto e a calmaria transcrita no peito. Falta ar depois de bordar a calçada toda de gritaria e corre corre! O tom de voz que ecoa com o abraço, ou no final o beijo estralado pro 'tuim' da orelha. Eu penso na fuga, na vinda, na ida, no medo, nos andares, na queda, no par, na solidão; mas antes, me escorrego nos teus braços do abraço pra vida, que me acorda pra qualquer sisma de partida. Desculpe, mas eu vim, pra ficar.