quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Meu reflexo errante
Cheguei-me.
Nua.
Como a alma de um barco sem congá. Fiz-me, como quem se devora por dentro antes mesmo de nascer, e como o sangue que corre em minhas veias, padeci, por entre as juras que a vida tirou do alcance dos meus olhos.
De tão ilusória que a história seja, a narração é minha loucura, é a loucura que atraí a necessidade de qualquer ser, de prevalecer no caminho certo. Chegou sobre minha mesa o manjar dos deuses, que nunca chegam aos pés de Deus.
Em vista está minha alma, por onde me chegas, e por onde me canso de carrega-la, insultando a mim mesma no erro mais drástico de toda vida, que ocorre em toda vida, quando se fala de melodia mansa e de peito que nunca respira só. Não escolhi tê-lo, mas escolhi escreve-lo numa outra vida, pra nessa, encontrá-lo, quando deixei de procurar-te.
Meu reflexo errante. Errante por apenas criar o pecado e não permanecer no perdão. Por quando a trilha atira pro alto e onde cair, a vida tira o folego. Atirou-se na calmaria como quem atira cego e acerta. Do qual a história enfim acaba quando se inicia o ciclo. Uma supernova acontecera, daquela que o poeta conta os segundos do inicio e se retorce na cadeira para contar o que se vê e não sabe por onde começa.
Se o perigo fosse atrai-lo, já corre-se o risco de imediato quando não só se atrai, mas se contrai, se jura e des-jura e faz de risco a vida que arrisca quando junto de sua alma sai. Acaba que conta o tempo, passa pela avenida e grita o nome, que já decorou a tão pouco tempo.
Nesse momento, tudo jura que conhecera a outra metade da laranja que se conta em tantas melodias bandidas que toca sempre na mesa do bar mais sujo da cidade. Nesse instante a vida mostra que os agentes do destino existem, e que o acaso perde-se quando tenta arriscar-se. Quando se encontra na beira da montanha mais baixa e agenda a queda, sabendo que do chão, dessa vez, se passa.
Me vi.
Ali.
Sentada.
Como quem atira pro alto e vê onde cai, já fora escrito antes, é um ciclo, vicioso, como saber que o que se assenta ao lado é quem o destino escreveu e apagou por ódio de quem aqui escreve, sabendo que o tal o escreveria tão bem, e que por medo, fez-se a troca.
A busca ainda é inatingível, o carne não cansa e a alma reclama.
O que um poeta escreve marca a vida, por isso te escrevi.
Nua.
Como a alma de um barco sem congá. Fiz-me, como quem se devora por dentro antes mesmo de nascer, e como o sangue que corre em minhas veias, padeci, por entre as juras que a vida tirou do alcance dos meus olhos.
De tão ilusória que a história seja, a narração é minha loucura, é a loucura que atraí a necessidade de qualquer ser, de prevalecer no caminho certo. Chegou sobre minha mesa o manjar dos deuses, que nunca chegam aos pés de Deus.
Em vista está minha alma, por onde me chegas, e por onde me canso de carrega-la, insultando a mim mesma no erro mais drástico de toda vida, que ocorre em toda vida, quando se fala de melodia mansa e de peito que nunca respira só. Não escolhi tê-lo, mas escolhi escreve-lo numa outra vida, pra nessa, encontrá-lo, quando deixei de procurar-te.
Meu reflexo errante. Errante por apenas criar o pecado e não permanecer no perdão. Por quando a trilha atira pro alto e onde cair, a vida tira o folego. Atirou-se na calmaria como quem atira cego e acerta. Do qual a história enfim acaba quando se inicia o ciclo. Uma supernova acontecera, daquela que o poeta conta os segundos do inicio e se retorce na cadeira para contar o que se vê e não sabe por onde começa.
Se o perigo fosse atrai-lo, já corre-se o risco de imediato quando não só se atrai, mas se contrai, se jura e des-jura e faz de risco a vida que arrisca quando junto de sua alma sai. Acaba que conta o tempo, passa pela avenida e grita o nome, que já decorou a tão pouco tempo.
Nesse momento, tudo jura que conhecera a outra metade da laranja que se conta em tantas melodias bandidas que toca sempre na mesa do bar mais sujo da cidade. Nesse instante a vida mostra que os agentes do destino existem, e que o acaso perde-se quando tenta arriscar-se. Quando se encontra na beira da montanha mais baixa e agenda a queda, sabendo que do chão, dessa vez, se passa.
Me vi.
Ali.
Sentada.
Como quem atira pro alto e vê onde cai, já fora escrito antes, é um ciclo, vicioso, como saber que o que se assenta ao lado é quem o destino escreveu e apagou por ódio de quem aqui escreve, sabendo que o tal o escreveria tão bem, e que por medo, fez-se a troca.
A busca ainda é inatingível, o carne não cansa e a alma reclama.
O que um poeta escreve marca a vida, por isso te escrevi.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
À Par II
Se bate o vento.
Como num consolo onde minha saudade bate até chegar na tua janela. Por onde andaras? Se nessa chuva perdeu-se do meu corpo quente e se trocou tão só? Eu quisera vera, quisera ajudar tuas mãos brancas com a camisa, e te obrigar a ficar sem ela por causa do calor que fazia e da chuva que caia. Faria teu peito ver o frio que a chuva tem quando desce pra terra e quando molha o nosso quintal.
Se bate o vento,
eu faria poesia
mas se você escreve em si
eu te escrevo
e te contorno,
pra notar cada canto desses teus ossos
e pra sentir que perto te tenho
e de longe,
também.
Como num consolo onde minha saudade bate até chegar na tua janela. Por onde andaras? Se nessa chuva perdeu-se do meu corpo quente e se trocou tão só? Eu quisera vera, quisera ajudar tuas mãos brancas com a camisa, e te obrigar a ficar sem ela por causa do calor que fazia e da chuva que caia. Faria teu peito ver o frio que a chuva tem quando desce pra terra e quando molha o nosso quintal.
Se bate o vento,
eu faria poesia
mas se você escreve em si
eu te escrevo
e te contorno,
pra notar cada canto desses teus ossos
e pra sentir que perto te tenho
e de longe,
também.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Olhos de fita
Tudo que era fora, passava, brando.
Se esvai, como quem vai de primeira passagem. Ainda com olhos pequenos, esbanjando sono, via, e como via! Eram dois assentos, mas nas tuas reviradas, pareciam um bem pequenino que mal cabia-se. A janela já grande e úmida crescia inda mais perto das minusculas mãos. Tudo era rápido que teus olhos nem se atreviam a piscar pra não perder o tempo.
O vagão ficara pequeno perto de tamanha grandeza.
Tudo se passava, mais dentro, do que fora.
De fundo ele ria, se indagava com o que via, eram tantos muros e guias, tudo parecia tão longe que nem se olhava por inteiro. Os olhos de fita, fitam e narravam o vazio da manhã. Esses olhos tão puros, dos quais nem imaginamos que junto com os coleguinhas podem aprender os palavrões da vida.
Eu, na rotina, desci, na mesma estação.
Ele?
Ele foi-se num apito, num fechar de portas, entre pessoas que mal se olham e já se encaram. Foi ver que logo depois dos muros, fica o Sol que essa manhã escondeu da cidade cinza.
Se esvai, como quem vai de primeira passagem. Ainda com olhos pequenos, esbanjando sono, via, e como via! Eram dois assentos, mas nas tuas reviradas, pareciam um bem pequenino que mal cabia-se. A janela já grande e úmida crescia inda mais perto das minusculas mãos. Tudo era rápido que teus olhos nem se atreviam a piscar pra não perder o tempo.
O vagão ficara pequeno perto de tamanha grandeza.
Tudo se passava, mais dentro, do que fora.
De fundo ele ria, se indagava com o que via, eram tantos muros e guias, tudo parecia tão longe que nem se olhava por inteiro. Os olhos de fita, fitam e narravam o vazio da manhã. Esses olhos tão puros, dos quais nem imaginamos que junto com os coleguinhas podem aprender os palavrões da vida.
Eu, na rotina, desci, na mesma estação.
Ele?
Ele foi-se num apito, num fechar de portas, entre pessoas que mal se olham e já se encaram. Foi ver que logo depois dos muros, fica o Sol que essa manhã escondeu da cidade cinza.
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