terça-feira, 8 de janeiro de 2013

À Par II

Se bate o vento.
Como num consolo onde minha saudade bate até chegar na tua janela. Por onde andaras? Se nessa chuva perdeu-se do meu corpo quente e se trocou tão só? Eu quisera vera, quisera ajudar tuas mãos brancas com a camisa, e te obrigar a ficar sem ela por causa do calor que fazia e da chuva que caia. Faria teu peito ver o frio que a chuva tem quando desce pra terra e quando molha o nosso quintal.
Se bate o vento,
eu faria poesia
mas se você escreve em si
eu te escrevo
e te contorno,
pra notar cada canto desses teus ossos
e pra sentir que perto te tenho
e de longe,
também.