Antes.
Como o condutor de dança conduz a dama.
Fora conduzida pela alma que palpita por fabricação própria. Acredita que teu véu de virgem ainda está intacto sobre teus cabelos longos, nunca cortados, e sobre a fé, dos quais juram que tua vida fosse a coesa entre a humanidade terrestre. Atraiu-se sobre quem se atraí ao descuido de irresponsabilidade de um adulto, que quando livre delas, acredita que a vida pode parecer mais leve do que é. O amor se subjulga sobre teu controle, que não significa nada perto do tal véu, de tal moça.
Tudo parecia intacto até o auto da noite passada, quando se ouviu o uivar de lobos sobre a Lua cheia, e o vento sobre a janela aberta de teu quarto. Hoje, voltara a responsabilidade que a vida deu-te por mérito. Já que durante a noite, rasgara o véu da prometida de Deus, e abusara dela. Ela, jurava-te o amor que em ti padecia, e mesmo que querendo converte-la aos teus juízos, fez-a, tua, sem cuidar do resto de tua casa. Ato que fizera para seu próprio suicídio e sede. Tua alma vazia precisa de um amor, ou de uma noite, pra se recordar.