Poderia sê-lo sem antes pertence-lo em suma?
Traria por sobre meu corpo teus mantos
e junto de sua pele quente
esquentaria o comodo mais insensato da casa.
Ei de solar minha mãos
por onde encostara, e ainda
me sento,
pra ver se teu cheiro ainda soa.
Esses teus olhos que foram tão meus.
Vejam.
A poesia me voltou
antes mesmo de perde-la
sem que notara que nunca a esqueceria por fim.
Como quem ama,
como quem sofre,
como quem atua bem na mentira que tem
e se carrega
junto dela,
pronta pra morrer.
A quais braços pertences por fim?