domingo, 19 de junho de 2011

Nota sem necessidade de um fã

sorriso cor verde,
suavidade no olhar de nuvens
gelo das mãos que nunca senti vendo
que esquenta
e esfria.
sorriso macio estampado nas palavras soletras pela boca,
música tua,
viciada no vicio meu.
pele clara
olhos escuros,
obliquos que nunca olhei...
vê-los, gruda-los, ama-los
vicio que não da licença a palavras,
tuas,
nem minhas.
posso chamar de violão nos braços do Rio de Janeiro,
até a cidade vista de cor ainda cinza
São Paulo.
Tens o nome de Camelo, Marcelo.