o dom de escrever e deixar fugir, soltar o prumo e me deixar cair.
no gosto da chuva, doce choro,
no alarme das notas azuis marcadas na pele fria.
aquele porta-retrato da distância de soprar os segundos que tudo abandona...
quero,
uma avenida de cores que não apagam,
de sambas que não terminam,
de doce chamativos e representáveis.
espero clarear quente,
sutilmente sutil,
cansei de passar frio.
recarregar a rosa frouxa, murcha, farta, morta de cansaso.
tenho o pulmão dos fumantes,
o coração partido dos amanates,
as letras dos compositores,
e a sede de paixão com borboletas na boca do estomago.
o rito errado do mito ao-contrario da contradição,
nunca vi o que nunca ouvi falar.
selo que nada mais gruda no passar da vida, quando se olha dentro das casas
o tempo inimigo do sol que não mais ilumina a lua, que em glória fica muda
esperando os aplausos das estrelas também sem luz
famintas de sede no deserto do peito rasgado com um grito.
na falta de bateria nas horas calmas de esquecimento mal sucedido!
recolhi as cartas pela casa varrida de luz,
tombada de vento
e amordaçada de pavor da falta de cuidado.
laço que descuidado vira nó, que dá dó dessa perca na falta de espaço do tempo.
que tempo mais falado com desculpas esfarrapadas na hora que precisa de espadas!
suicida de loucuras das quais perdi no vento,
que rodou perto de mim enquanto lhe passei a perna fina.
pena nada vermelha com cores que não existem!
minhocas que as aves desejam, mas não está em época,
vive-se de água em barris estampados de flor
que são vindas do beija-flor que veio no quintal enquanto o cachorro de sua casa latia.
poderia assim um beija flor roubar a flor do jardim inédito do tempo atrasado no atraso da vida?
olha quem fica,
e vê-se bem quem leva.
a moldura sumiu,
serve pra outro alguém na distancia das cobertas aos alérgicos.
seja assim, sempre no despertar da manhã colada com a noite
no céu,
quem vê daqui, sente assim, da-li.