quinta-feira, 23 de junho de 2011

Samba-te Vida

Samba-te vida,
não cai sozinha
leva a vizinha
que vive de agonia,
trás a lembrança
na ponta da esperança.
Gruda no teto,
no pé o chinelo,
no grito da ida,
na manhã florida
que nunca nasce sozinha.
Chega sentida,
arruma o riso
coloca o bonito
do lado de lá da rua.
Faz a mulher andar,
enquanto o velho da janela
polui o ar,
com os pensamentos dela.
Samba-te vida,
samba-te por si só
que já passa da hora
da morena dormir,
do canto sair,
de florecer o mar!
Não samba sozinha,
a vida tão sambista,
no ritmo da mulata da avenida...
quem samba então é ela,
nós dois,
assim seja.
Samba-te morena pela vida,
a vida que já não sambas mais.