domingo, 5 de junho de 2011

Veja bem Meu bem...

linhas tortas bordadas por vagalumes, eu escrevo.
me perco. atravesso o teu futuro sem te avisar. entro e saiu de soslaio quando se fala em seu sobrenome.
por linhas tortas eu escrevo.
veja bem, meu bem, eu acho que ainda tô guargada ai e não sei, sabe onde minhas maluquices me levam, e me deixam. ando fazendo das lembranças um lugar seguro - acho que nunca fechei o baú - lamento... e junto as desculpas.
navegando eu vou sem par.
mas a situação deixa o coração nesse leva e trás, esconde as armadilhas atrás da guargalhada.
arrumei alguém chamado saudade, que não cabe direito no peito. joga de lá e de cá e quem sabe fica ou vai...
escrevos pelos vagalumes.
chupar o sumo do que eu for sentir, perder o prumo e me deixar cair, levar a dança até você sorrir e se você matar minha fome no seu sorriso que me faz morrer, eu digo baixinho que tudo é você.
como quem ama o Rio mas tem São Paulo como seu lugar eu fico - desse jeito aprendo o que é preguiça de se aborrecer - quem sabe, a gente leva e lava.
rodar enquanto o mundo roda, sambar na roda de viola cantada por você que não gosta do meu samba!
de sapato vermelho a gente vai, abre a avenida de doces e revira o lago dos sorrisos do decifra-me ou te devoro.
a gente fica sem partida na minha fantasia que cabe nós dois!
veja bem, meu bem é só isso a gente escolhe o eterno ou o não dá e fica com os vagalumes na vaga memória que vivemos.
na bagunça do mundo que moramos, pode ser a eternidade e a gente nem questionou o tempo ainda!
pirilampos pra salvar, e como salvam.
mas se tivesse ficado teria sido diferente?
se eu pudesse te mostrar meu baú, talvez a gente se achasse em algumas páginas em branco de tantas palavras de gente grande que eu sempre apago - quero aprender a não dizer mais nada.
só olhar o mundo como quem me ama e dizer que me ama até morrer.