sexta-feira, 8 de junho de 2012

AL-MA

E então, 
meu lamento sucumbiu as comportas donde guardo as águas do choro. 
Por onde, 
quase que na vazante, 
caí. 
Para que no fim, 
meu coração se entregasse ao ramo de flores mais lindo, 
e pro manjar mais bem feito. 
 Mas meus olhos se abrem para as armadilhas dilatas do dia, 
que com o tamanho da chuva, 
anda parecendo noite. 
Com meus ossos quentes, 
eu procuro mais que um refugio, 
e entre mim, 
está, permanece.
Tão reluzente quando um raio, 
mas tão doce quanto a chuva das minhas lágrimas nos meus lábios. 
São frutos dignos do meu arrependimento verdadeiro. 
São frutos do que eu era, 
e trazem a renovação do que hei de ficar em mim.
Para que na L-U-Z eu seja
e que a trevas me veja
e fuja de mim.