quarta-feira, 20 de junho de 2012

Poesi-a-goniza

Pra que
se a chuva ainda é a desculpa de ver-me.
Onde o que poderia, era
perder-me,
do desaparecer,
pois depois
recomeço.
Pra que
se a chuva ainda é forte e branda na nossa casa?
Como se a Lua não tivesse a sair
e num empurrão,
foi-se
descabelada a encontrar o céu em chuva.
Pra que
se a chuva ainda atrapalha a nós.
Se a chuva, deveria molhar o que em ti
ainda é seco.
Ainda anda seco?
Ainda na melodia que molharia
teus olhos e não teu peito?
Me negas?
Pra que
se a chuva ainda é que me lembra a ti
é ela a quem me tira teu folego?
Não.
Eis que não quero querer a chuva,
mas quando haverá de passar da minha mente
que em ti só chovia a mim?
Pra que
se a chuva ainda cai na vazante.
Eu que a na espera agonizo,
agonizo
no riso despercebido
de querer pra mim,
um tanto dessa chuva
pra ver se um dia eu temer em não querer-te
assim,
faze-la cair.