sexta-feira, 29 de junho de 2012

Deus

Folêgo,
que em ver meus olhos
na vazante da minh'alma
chora.
Em dedos pintados por unhas ruídas
antes que,
me tolere carnalmente
me vestiu da armadura que o Espiríto
me deu.
Calei-me por ouvir.
Quanto
que no tranco funcionei,
que na lembrança do meu eu
via as Tuas mãos
sobre o chão
que hei de pisar.
Me concede esta dança?
Que por herença
deixarei aos meus filhos
até a trigésima geração.
Me sucede tua boca
para que meus ouvidos
sejam guiados pelo Teu tom.
Guiai-me por sobre meu pranto
que de recanto não era teu
e hoje
te forneceu
frutos dignos de arrependimento.
Se meu coração pôr roupas
em vergonha,
as tire sutilmente,
pois só tu
sabe
varrer minh'alma
só.