O penar que sinto pelo desejo quase impróprio,
renda-se.
Minha alma canta o teu viver,
curandeiro de mal dizeres.
Quando não cantas só,
cai no soluço que cobre a tudo num canto.
Esconde a vós o mal.
Eu jamais varrerei o chão da minh'alma sozinha.
Médico de almas amarradas em pranto
que mal-me-quer cessam,
perdidas num baú de memórias.
Chegas a ti.
Te trouxe a mim,
perdida.
Mesmo no oficio de seu trabalho,
se amarra,
em um.
Rende-se a crônica da vida,
que Camões havia de escreve-la nalgum lugar.
Poesia só, melancolicamente.
Abre-te a mim risos mansos
de minh'alma calma,
varrida pelo teu manto.
Um curandeiro meu.