terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Curandeiro de uma Narradora

( Se prender em ti meu curandeiro, nunca foi um erro meu. )

Estala passos,
aos pés pretos
mastigadores de chão.

Prendia-se na alma,
no choro enciumado
Havia por si um mestre
na desalma raiada do céu.

Escreve-se em ti a lei de narrador
que mais desacalma meu bem!
Compararei com as estrelas esse teu penar,
o teu amor, no meu samba.

Dizias meu homem que vivias de amor;
Me fiz mulher,
ao amor de subto
prendida no prumo
do amor que nego tanto.

A mim,
azul feito manto
do curandeiro que espero tanto,
acreditando no pranto teu.