sábado, 5 de novembro de 2011

4 Acordes dUm Apocalipse

Diante do morumento a cidade grita,
abala-se nos olhos que as crenças se confundem.
Os orixás do asfalto atropelam os carros com suas businas,
o som de fundo é de calmaria as almas.
Cheiro de insenso funde
com a poluição das pessoas que correm.
Aqui, elas sempre correm.
De pé penso em sentar,
estou só até na sombra,
porém tão cheia de sol que invadem os cantos que ninguém cabe.
Pensei em desaparecer daqui, ou seguir quem apareceu,
carrego os passos e arrumo a saia.
Vou atrás de um ser sem nome,
donde se fundem pessoas que entrelaçam o caminho.
Perco-o de vista,
odeio faróis.
Achei!
A metros longe.
Mas por que vim mesmo pra cá?
Algum lado chamava os passos que via
que vinha por detrás da minha sombra.
Numa casa comunitária que vive num vão
donde o zelador falava em inglês
e solava tua vista com óculos de grande armação.
Escorrega-se.
Nessas horas chamo-me a boca de lobo,
em meio ao pescador de ilusões, vale a pena
o que não vale?