Grafite.
Entrelaço meus olhos
entre as duas buchechas levadas de leve ao rosto.
Carrega-se aos arrastos
das histórias que conta,
e que com os fiapos,
amedronta.
Olha sem pressa
a pressa que a hora passa,
aproveita a cadeira
ocupa o espaço.
Desfaz o laço
e coça a cabeça.
Atrapalha a fala,
não encara de cara
mas fala com a marra
de um malandro.
O fogo de palha exita,
é de queimar os dedos
e expor os defeitos
que a brisa carrega.
Tudo flui,
sem pressa.
A letra escreve
a rapidez ou a solidão,
o coração que arranha
e a vida que apanha
nesse penar de começar a tradução.
Do infinitivo,
passa-te
ao labirinto
onde ousa beijar os lábios da chuva.
Da calmaria a direita,
foi-se
até a tempestade da esquerda.
Donde fica,
lamenta
e vê,
que o meu samba
pode até chamar a atenção dos teus pés.
O título escapa do teu nome,
eu te nomeio entre tantas letras,
que ainda se monto as palavras por inteiras
vejo, tão só,
que a falta
fica.
Lamento minha falta de flores,
e tão cheia de dores vou manerando.
Desse jeito,
esse mal jeito,
o jeito torto de querer um jeito teu.
Arrisco.
Não mordo,
faço barulho no sapatiado
do meu pé a caminho dum outro labirinto.
Agora,
no jeito,
o teu.
O teu nome,
a tua velharia que hoje o tempo alimenta,
e comenta logo de manhã.
Sou a ultima,
o ditado ainda diz.
Porém espero ver você,
rir melhor,
a nós?