quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Degusta - Me

A origem do meu próprio ser atravessa as ruas de um centro
donde sua alma se perde entre os lábios
pintados de vermelho ao sol.
Batendo de porta
trancando a janela
cheio de travas ao acesso meu,
ao acesso dessa tua marca no rosto que cobre-me de desespero.
Atracando teus olhos como quem invade o congá
onde espalha as folhas secas que nunca deixares entrar
ainda querendo dormir
não sabe da minha poesia que longe de um ladrão
quem rouba é o tom da sua voz.
A melodia não atrapalha meus ouvidos ao curso que teu som faz
redondeia minha perna que de agonia treme,
afunda feito areia molhada em terra quente.
Confunde as notas do teu próprio nome,
sem que descubra onde tua porta bate
e onde teu quarto se fecha.
Abala a estrutura inteira as avessas
como uma árvore oca mais cheia de fruto,
deixa eu parecer bem no fundo dos teus lábios
onde afundo meu gosto e faço um nó.
Se tiver que ser na bala, vai.