Num silêncio da tempestade
donde o mar se junta com a relva,
o que alimenta o pavor da cura.
Vens tão ao silêncio quanto um dia de chuva.
Acalma o céu,
abala a cidade em cheia.
Não sei se falo mesmo de ti,
se atravesso a pressa
ou se a pressa me atravessa.
Compõe teus olhos
que lê aos meus,
me acorda ao som
de um dia raro de asfalto.
Quem é você?
De onde vem teu jeito
que desvira meu alento
e me entorta tão frágil ao teu eu?