A garganta é o espaço fino que invade a alma no caminho do peito. Dizem que a água cai na vazante do estomâgo, porém ao caminho da vertebra mãe esse espaço fino desagua em lavar onde, pela ciência racional, o liquido fino não chega. Raspa o osso no caminho, dizem da alma por ser tão sofrida, e doem os dentes na sensibilidade de deseja-la. O sub-solo de um corpo nem sempre é feito de ossos que quebram em quedas possiveis em terra. Os ossos quebram no ranger da noite fria.
Frio psicológicamente correto de admitir-se ao vento. Os cabelos soltos são feitos de que feitiço que carrega meu DNA? A praticidade do tempo grita ao ser humano que corre teus caminhos exatos na hora. Metáforas. Belas metáforas onde o cerebro quebra-se em rompimento com os músculos que parecem frangos de padaria num espeto. Giram, e sempre tem algum cachorro por assistir, querendo comer o cheiro que tem e a carne dourada que vê. Parece até ouro.
A barriga que guarda os orgãos não funciona mais em alguns sentidos. O corpo fica fraco ao lento véu que cobre o céu em brilho de Lua ao léo no espaço físico. A barriga liga a parte vazia, entre a coluna e a bacia. A mesma carrega a vida e estampa ao mundo a gravidez que a antecede. Carrega no ventre um dos pontos lunáticos que as estrelas gritam no olho desconhecido do amante. Quem mata ali, morre. Carrega tantos vazos sanguineos no corpo, que até o mosquito no verão quer ter pra crescer igual. Até no minino tamanho nasce a inveja da dor. Inveja da dor?
Se os ossos invejam a alma, que é pronde a água que se bebe vai, por que os mosquitos não podem bebe-la? Funda ao visto humano ou animal em bichos? Tanto mistério pro fim em poeira que se faz giz, como escreve o passado que o tempo não se apega, porém se apaga. Os ossos doem a cada dia que passo por abaixar erradamente esse meu corpo pesado e pequeno. Peito se fecha e se abre feito a porta que gemia ao colocarem a mão no trinco. Gemia minha mão aos ossos que gritam pelo estalo que a casa faz e reflete nos meus dedos cansados da limpeza que vez ou outra deve vir. Ossos gritam por limpeza também. Assim, a coluna grita por estar reta e alta pra voar. Assim os pés criam raizes e giram com o planeta grudado no chão. A gravidade puxa os ossos e atraí os mal-feitores em canticos de ópera.
Até que a parede do seu estomago estora em grandesa e anseia que mal traduz o que o cerebro tenta mandar em sinais de movimento pro resto do corpo. Um corpo tão quebravel quanto a alma. Um corpo com tanto ciume de sua levada água a alma. Mal sabes esse corpo que quebra, que a inveja vem da própria alma que o fez e o cerca.
Vezes a poesia vem colada com o físico do corpo humano, dificil de tranceder os olhos que vê e das mãos que sente. A alma deve sentir o prazer do corpo que habita e não as dores de quem dele evita.