segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Moer

Luz floresce
do cabelo molhado no travesseiro.
Reduz a minha boca seca
apenas,
quando minh'alma varre tela.
Meu pé encontra o meu outro pé
donde muda-se os dedos cruzados.
Filme no dvd chamado internetês
donde a vitrola do meu blues é por rede.
As unhas sempre por fazer,
o cabelo pra crescer
e a pele a descascar.
O meu abajur virou tv
e nem vi,
apaguei-a junto da luz lá de fora
assim que acendi.
Ecoa nos olhos o rabo de felicidade,
donde puxo prum centro fixo.
Ah,
Acomoda-se.
Inda cabe riso no mastro do meu barco que ao léo veleja
Pois o tempo não se apega, ele apenas se apaga
feito maré.