Respira calma enquanto o Sol invade suas faces de cores tão
vermelhas.
Estica o tapete molhado, lançado pro lado de lá do meu
jardim.
Inda que despentiada o vento bate e leva um de seus lados a dançar uma valsa no seu
sonho.
Entrava-se na linha dos rabiscos de um homem barbado que já havia passado
ali.
Trava-te no corpinho que tens entre espinhos que no mato cresce logo em
volta.
Embaraça o cabelo entre o manto dos deuses ao pedido do céu em
choro.
Quis que o vento viesse duma vez só aos teus botões de orelhas, abertas de quem resmunga
do teu lado.
Exala teu cheiro pela rua nas noites apagadas da cidade
grande.
Transborda esse teu mundo de mágoas entre o choro do céu
bendito.
Então mostra tuas asas
e voa.
As borboletas carregam flores nas asas.