domingo, 9 de outubro de 2011

Rosa dos Ventos Re-versa

Barcos listrados num oceno bufânico.
Tras-passam
em repassar nas contradições da contra mão
dum lado sem fim.
A rosa dos ventos re-versa conversa com
o meu norte
e o meu porto em âncora.
Despeja na madeira o material em pedaços,
donde deuses trouxe nos olhos
a paz.
Traga-se um entre dois pedaços de tabaco
pro nojo de uns, ao alivio dos outros.
Piratas param em cabarés de casca forte,
pegam nos cabelos suados de suas amantes
onde lá,
existiria outro nome que um marinheiro apaixonado
havia de escrever,
bordando a areia
onde nem o céu vê.
Amor de marinheiro é o mar
é os olhos da sereia que ele não pode levar.
Soltar a âncora!
O navio vai parar na calmaria!
Donde as águas mansas vem das minhas pernas,
e o Sol,
vem destes teus olhos dourados feito a estação.