Remos não servem pra barcos afundados pelo peso da âncora.
Mas se o casco do navio afunda junto ao mar, é porque o diamante não é um casco dócil.
A rosa dos ventos apontará para o Norte do qual tu já conhece os gritos e o ranger de dentes.
Nessa de fugir o teu leme se partiu e sovela sem brisa.
Ora aos deuses do mar ou do qual teu eu desejar,
pra que,
nas noites turbulentas o mar não arraste teu barco e nem venha a ti toda poeira da areia do céus em fúria. Teu rádio funciona,
doutro lado existe apenas cabeças batendo nas paredes da miséria em descordia de amor.
Aprontem os barcos na maré, mas se deixarem só, não deixa a água salgada ao léo leva-los.
Um farol palpita no meio do oceno de águas fundas,
não tenhas medo de chegar até lá,
não tenhas o medo que eu tive de chegar até lá sozinha te carregando.
Saiba pois que o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor.
Atraca teu pé em terra, mas arrisque voar nas águas de março manchando o verão.
As manhãs no mar são dificeis quando a comida é escassa e o mar é mais salgado que a tua saliva,
deixa o Sol pousar teu rosto fraco de navegador e varrer o congá que estiver ali na madeira.
Por isso que o choro seca,
que ao amor há entrega porque finda o luto.
O luto do meu mar pra dividir.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.
Você é humano han?
Então nada de humano pode te espantar.