quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Butantã

Daí eu desvelo. Você na janela.
Esses olhos?
Tem tons fabricados pela calmaria d'um curandeiro donde deleita esse mar no meu colo.
A travesia na ida do sufoco da volta.
Pés calam e a única coisa que vejo como porta são teus olhos.
A sala ouvia a cidade se calar ao som da vitrola com um barco a base de poemas logo por cima, apenas, pra trazer inveja do Sol por estar do lado de dentro.
Acompanha tua barba como um manto dócil.
Destas poucas metáforas da vida o presente feito dádiva que perde-se sem relógio em hora.
Via o Sol e teu corpo quase que caindo da janela do segundo andar - lembro-me de subir dois vãos de escada.
Mais uma vez meus pés acertam no meio de tanto erro, na minha caída dentro do chuveiro.
Mas inda lembro bem desses olhos.
Das tais benditas palavras que dizias de água nesse par de mistérios.
Donde você retrucava que o brilho dos olhos precisa de água e eu, pensando, que a alma quem brilha na sua porta de entrada.
Doce.
Olhos falavam de boca muda e seca.
Cheiro da primeira letra do teu segundo nome.
Espero os olhos no fim da vida.


A cor dos teus olhos embaralha a música e a seta que uso num teclado rápido pra mudar de foto, a foto muda, e a cor desses pares também. Vezes azuis, outras verdes, dourados por iguais, qual a cor desse par moço? Qual?