Como num cortejo
de almas bancadas a carne-viva.
Desceveria nas noites
proferindo orações ao ombro do meu amado,
das quais reatei em botões o nosso laço amassado.
Nos olhos dourados
amantes do que lá diz meu desenho em curvas desperças
E que tão só
que minh'alma anda num amor varrido.
Diziam em nossas terras que ai,
se o amor não for exagerado não ia ser,
Ai
mas eu sinto.
Feito uma faca de dois gumes
que desatiram meu peito pra fora do ego,
das quais Grito.
Onde fico,
Quiçá
vejo você passar.
Sinto.
Quiçá tenho.
Ah, como tenho
a tempo
chegam de ver!
Da porta
onde escravisa meu coração como em congá,
transcrevo teu beijo em cravo em canela.
Num amor de janela.
Na senzala
fico
sem sala.
Na mala o peito,
na mão o barco,
no olho teus traços,
Quiçá tão meu.