Luz floresce
do cabelo molhado no travesseiro.
Reduz a minha boca seca
apenas,
quando minh'alma varre tela.
Meu pé encontra o meu outro pé
donde muda-se os dedos cruzados.
Filme no dvd chamado internetês
donde a vitrola do meu blues é por rede.
As unhas sempre por fazer,
o cabelo pra crescer
e a pele a descascar.
O meu abajur virou tv
e nem vi,
apaguei-a junto da luz lá de fora
assim que acendi.
Ecoa nos olhos o rabo de felicidade,
donde puxo prum centro fixo.
Ah,
Acomoda-se.
Inda cabe riso no mastro do meu barco que ao léo veleja
Pois o tempo não se apega, ele apenas se apaga
feito maré.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Finda a Relva
Finda a chuva a janela fechada
traga o mar no vento
donde via-se em manto de areia,
a solidão chamar.
Salva-se na melodia
transbordante de duas bocas na mesma saliva,
donde a água salgada escorre
ao avesso do queixo.
Afoga o riacho do lado
em que a cidade cresce?
Na plantação verde
da falta tamanha do mundo,
corre.
Na vazante a chuva desce,
escorre até o peito
grita feito faca de dois gumes
do lado do céu.
Aponta o horizonte
que afunda a mágoa
de lazarenta estampa a morte
que enterra o ar da vida.
Atravessa o oceno num navio,
em meio a vazante.
Dorme no mar,
deleita nos colchões d’água,
Só pra ver entre os ouvidos
o canto do pássaro,
mais auto.
Cresce na chuva que desce,
em tempestade de nostalgia.
Finda a chuva,
pra querer cantar.
Finda a vida,
pra querer gritar.
traga o mar no vento
donde via-se em manto de areia,
a solidão chamar.
Salva-se na melodia
transbordante de duas bocas na mesma saliva,
donde a água salgada escorre
ao avesso do queixo.
Afoga o riacho do lado
em que a cidade cresce?
Na plantação verde
da falta tamanha do mundo,
corre.
Na vazante a chuva desce,
escorre até o peito
grita feito faca de dois gumes
do lado do céu.
Aponta o horizonte
que afunda a mágoa
de lazarenta estampa a morte
que enterra o ar da vida.
Atravessa o oceno num navio,
em meio a vazante.
Dorme no mar,
deleita nos colchões d’água,
Só pra ver entre os ouvidos
o canto do pássaro,
mais auto.
Cresce na chuva que desce,
em tempestade de nostalgia.
Finda a chuva,
pra querer cantar.
Finda a vida,
pra querer gritar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Ashtoffen
Traduz esses teus olhos.
Enquanto acontece que o dia se esvai.
Traduz esse teu manto.
Enquanto vem de curandeio curioso
puxando o barco pelo mastro da poesia.
Vives num congá,
donde o mais certo é um sofá
que quiçá você deita e encontra o céu.
Se a porta fecha, bate o vento
bate o vento nas letras escritas por detrás das minhas costas,
parece em giz.
Juras que a boca cala,
mas,
traduz esses olhos.
Aumenta o tom da vitrola
donde o samba nasce
entre os quadros tortos que bordam a parede.
Não compara.
Reparo,
que teus dedos a unha cresce,
na pia não cabe mais prato,
nesse ato desorganizado de reparar.
Falas.
Falavas.
Em água.
Traduz esses olhos cheios d'água?
Encarava meus olhos,
devorava minhas mãos.
Encara poeta navegante.
Ai de mim!
Espero,
anseio
por esses olhos
que tanto vi.
Enquanto acontece que o dia se esvai.
Traduz esse teu manto.
Enquanto vem de curandeio curioso
puxando o barco pelo mastro da poesia.
Vives num congá,
donde o mais certo é um sofá
que quiçá você deita e encontra o céu.
Se a porta fecha, bate o vento
bate o vento nas letras escritas por detrás das minhas costas,
parece em giz.
Juras que a boca cala,
mas,
traduz esses olhos.
Aumenta o tom da vitrola
donde o samba nasce
entre os quadros tortos que bordam a parede.
Não compara.
Reparo,
que teus dedos a unha cresce,
na pia não cabe mais prato,
nesse ato desorganizado de reparar.
Falas.
Falavas.
Em água.
Traduz esses olhos cheios d'água?
Encarava meus olhos,
devorava minhas mãos.
Encara poeta navegante.
Ai de mim!
Espero,
anseio
por esses olhos
que tanto vi.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Butantã
Daí eu desvelo. Você na janela.
Esses olhos?
Tem tons fabricados pela calmaria d'um curandeiro donde deleita esse mar no meu colo.
A travesia na ida do sufoco da volta.
Pés calam e a única coisa que vejo como porta são teus olhos.
A sala ouvia a cidade se calar ao som da vitrola com um barco a base de poemas logo por cima, apenas, pra trazer inveja do Sol por estar do lado de dentro.
Acompanha tua barba como um manto dócil.
Destas poucas metáforas da vida o presente feito dádiva que perde-se sem relógio em hora.
Via o Sol e teu corpo quase que caindo da janela do segundo andar - lembro-me de subir dois vãos de escada.
Mais uma vez meus pés acertam no meio de tanto erro, na minha caída dentro do chuveiro.
Mas inda lembro bem desses olhos.
Das tais benditas palavras que dizias de água nesse par de mistérios.
Donde você retrucava que o brilho dos olhos precisa de água e eu, pensando, que a alma quem brilha na sua porta de entrada.
Doce.
Olhos falavam de boca muda e seca.
Cheiro da primeira letra do teu segundo nome.
Espero os olhos no fim da vida.
A cor dos teus olhos embaralha a música e a seta que uso num teclado rápido pra mudar de foto, a foto muda, e a cor desses pares também. Vezes azuis, outras verdes, dourados por iguais, qual a cor desse par moço? Qual?
Esses olhos?
Tem tons fabricados pela calmaria d'um curandeiro donde deleita esse mar no meu colo.
A travesia na ida do sufoco da volta.
Pés calam e a única coisa que vejo como porta são teus olhos.
A sala ouvia a cidade se calar ao som da vitrola com um barco a base de poemas logo por cima, apenas, pra trazer inveja do Sol por estar do lado de dentro.
Acompanha tua barba como um manto dócil.
Destas poucas metáforas da vida o presente feito dádiva que perde-se sem relógio em hora.
Via o Sol e teu corpo quase que caindo da janela do segundo andar - lembro-me de subir dois vãos de escada.
Mais uma vez meus pés acertam no meio de tanto erro, na minha caída dentro do chuveiro.
Mas inda lembro bem desses olhos.
Das tais benditas palavras que dizias de água nesse par de mistérios.
Donde você retrucava que o brilho dos olhos precisa de água e eu, pensando, que a alma quem brilha na sua porta de entrada.
Doce.
Olhos falavam de boca muda e seca.
Cheiro da primeira letra do teu segundo nome.
Espero os olhos no fim da vida.
A cor dos teus olhos embaralha a música e a seta que uso num teclado rápido pra mudar de foto, a foto muda, e a cor desses pares também. Vezes azuis, outras verdes, dourados por iguais, qual a cor desse par moço? Qual?
domingo, 23 de outubro de 2011
Mar
Remos não servem pra barcos afundados pelo peso da âncora.
Mas se o casco do navio afunda junto ao mar, é porque o diamante não é um casco dócil.
A rosa dos ventos apontará para o Norte do qual tu já conhece os gritos e o ranger de dentes.
Nessa de fugir o teu leme se partiu e sovela sem brisa.
Ora aos deuses do mar ou do qual teu eu desejar,
pra que,
nas noites turbulentas o mar não arraste teu barco e nem venha a ti toda poeira da areia do céus em fúria. Teu rádio funciona,
doutro lado existe apenas cabeças batendo nas paredes da miséria em descordia de amor.
Aprontem os barcos na maré, mas se deixarem só, não deixa a água salgada ao léo leva-los.
Um farol palpita no meio do oceno de águas fundas,
não tenhas medo de chegar até lá,
não tenhas o medo que eu tive de chegar até lá sozinha te carregando.
Saiba pois que o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor.
Atraca teu pé em terra, mas arrisque voar nas águas de março manchando o verão.
As manhãs no mar são dificeis quando a comida é escassa e o mar é mais salgado que a tua saliva,
deixa o Sol pousar teu rosto fraco de navegador e varrer o congá que estiver ali na madeira.
Por isso que o choro seca,
que ao amor há entrega porque finda o luto.
O luto do meu mar pra dividir.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.
Você é humano han?
Então nada de humano pode te espantar.
Mas se o casco do navio afunda junto ao mar, é porque o diamante não é um casco dócil.
A rosa dos ventos apontará para o Norte do qual tu já conhece os gritos e o ranger de dentes.
Nessa de fugir o teu leme se partiu e sovela sem brisa.
Ora aos deuses do mar ou do qual teu eu desejar,
pra que,
nas noites turbulentas o mar não arraste teu barco e nem venha a ti toda poeira da areia do céus em fúria. Teu rádio funciona,
doutro lado existe apenas cabeças batendo nas paredes da miséria em descordia de amor.
Aprontem os barcos na maré, mas se deixarem só, não deixa a água salgada ao léo leva-los.
Um farol palpita no meio do oceno de águas fundas,
não tenhas medo de chegar até lá,
não tenhas o medo que eu tive de chegar até lá sozinha te carregando.
Saiba pois que o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor.
Atraca teu pé em terra, mas arrisque voar nas águas de março manchando o verão.
As manhãs no mar são dificeis quando a comida é escassa e o mar é mais salgado que a tua saliva,
deixa o Sol pousar teu rosto fraco de navegador e varrer o congá que estiver ali na madeira.
Por isso que o choro seca,
que ao amor há entrega porque finda o luto.
O luto do meu mar pra dividir.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.
Você é humano han?
Então nada de humano pode te espantar.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Delas, entre Elas.
Respira calma enquanto o Sol invade suas faces de cores tão
vermelhas.
Estica o tapete molhado, lançado pro lado de lá do meu
jardim.
Inda que despentiada o vento bate e leva um de seus lados a dançar uma valsa no seu
sonho.
Entrava-se na linha dos rabiscos de um homem barbado que já havia passado
ali.
Trava-te no corpinho que tens entre espinhos que no mato cresce logo em
volta.
Embaraça o cabelo entre o manto dos deuses ao pedido do céu em
choro.
Quis que o vento viesse duma vez só aos teus botões de orelhas, abertas de quem resmunga
do teu lado.
Exala teu cheiro pela rua nas noites apagadas da cidade
grande.
Transborda esse teu mundo de mágoas entre o choro do céu
bendito.
Então mostra tuas asas
e voa.
As borboletas carregam flores nas asas.
vermelhas.
Estica o tapete molhado, lançado pro lado de lá do meu
jardim.
Inda que despentiada o vento bate e leva um de seus lados a dançar uma valsa no seu
sonho.
Entrava-se na linha dos rabiscos de um homem barbado que já havia passado
ali.
Trava-te no corpinho que tens entre espinhos que no mato cresce logo em
volta.
Embaraça o cabelo entre o manto dos deuses ao pedido do céu em
choro.
Quis que o vento viesse duma vez só aos teus botões de orelhas, abertas de quem resmunga
do teu lado.
Exala teu cheiro pela rua nas noites apagadas da cidade
grande.
Transborda esse teu mundo de mágoas entre o choro do céu
bendito.
Então mostra tuas asas
e voa.
As borboletas carregam flores nas asas.
domingo, 16 de outubro de 2011
Essa Senhora
Essa senhora se consola
com a sua camisola de algodão
frente a janela
donde o mundo cai
nos olhos d'água.
Essa senhora se embola
num cobertor curto com cheiro de guardado
agora, sentada na cama
com os olhos fitados
inda na janela.
Essa senhora se isola
do resto dos olhos do mundo,
se distraí a ponto de esquecer o feijão a torrar na panela
ainda, de olho na janela.
Essa senhora assim ora,
ao amor de deuses
pru seu reino voltar em olhos dourados
dos quais o vento,
quis levar.
com a sua camisola de algodão
frente a janela
donde o mundo cai
nos olhos d'água.
Essa senhora se embola
num cobertor curto com cheiro de guardado
agora, sentada na cama
com os olhos fitados
inda na janela.
Essa senhora se isola
do resto dos olhos do mundo,
se distraí a ponto de esquecer o feijão a torrar na panela
ainda, de olho na janela.
Essa senhora assim ora,
ao amor de deuses
pru seu reino voltar em olhos dourados
dos quais o vento,
quis levar.
domingo, 9 de outubro de 2011
Rosa dos Ventos Re-versa
Barcos listrados num oceno bufânico.
Tras-passam
em repassar nas contradições da contra mão
dum lado sem fim.
A rosa dos ventos re-versa conversa com
o meu norte
e o meu porto em âncora.
Despeja na madeira o material em pedaços,
donde deuses trouxe nos olhos
a paz.
Traga-se um entre dois pedaços de tabaco
pro nojo de uns, ao alivio dos outros.
Piratas param em cabarés de casca forte,
pegam nos cabelos suados de suas amantes
onde lá,
existiria outro nome que um marinheiro apaixonado
havia de escrever,
bordando a areia
onde nem o céu vê.
Amor de marinheiro é o mar
é os olhos da sereia que ele não pode levar.
Soltar a âncora!
O navio vai parar na calmaria!
Donde as águas mansas vem das minhas pernas,
e o Sol,
vem destes teus olhos dourados feito a estação.
Tras-passam
em repassar nas contradições da contra mão
dum lado sem fim.
A rosa dos ventos re-versa conversa com
o meu norte
e o meu porto em âncora.
Despeja na madeira o material em pedaços,
donde deuses trouxe nos olhos
a paz.
Traga-se um entre dois pedaços de tabaco
pro nojo de uns, ao alivio dos outros.
Piratas param em cabarés de casca forte,
pegam nos cabelos suados de suas amantes
onde lá,
existiria outro nome que um marinheiro apaixonado
havia de escrever,
bordando a areia
onde nem o céu vê.
Amor de marinheiro é o mar
é os olhos da sereia que ele não pode levar.
Soltar a âncora!
O navio vai parar na calmaria!
Donde as águas mansas vem das minhas pernas,
e o Sol,
vem destes teus olhos dourados feito a estação.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Quiçá na Porta da Senzala
Como num cortejo
de almas bancadas a carne-viva.
Desceveria nas noites
proferindo orações ao ombro do meu amado,
das quais reatei em botões o nosso laço amassado.
Nos olhos dourados
amantes do que lá diz meu desenho em curvas desperças
E que tão só
que minh'alma anda num amor varrido.
Diziam em nossas terras que ai,
se o amor não for exagerado não ia ser,
Ai
mas eu sinto.
Feito uma faca de dois gumes
que desatiram meu peito pra fora do ego,
das quais Grito.
Onde fico,
Quiçá
vejo você passar.
Sinto.
Quiçá tenho.
Ah, como tenho
a tempo
chegam de ver!
Da porta
onde escravisa meu coração como em congá,
transcrevo teu beijo em cravo em canela.
Num amor de janela.
Na senzala
fico
sem sala.
Na mala o peito,
na mão o barco,
no olho teus traços,
Quiçá tão meu.
de almas bancadas a carne-viva.
Desceveria nas noites
proferindo orações ao ombro do meu amado,
das quais reatei em botões o nosso laço amassado.
Nos olhos dourados
amantes do que lá diz meu desenho em curvas desperças
E que tão só
que minh'alma anda num amor varrido.
Diziam em nossas terras que ai,
se o amor não for exagerado não ia ser,
Ai
mas eu sinto.
Feito uma faca de dois gumes
que desatiram meu peito pra fora do ego,
das quais Grito.
Onde fico,
Quiçá
vejo você passar.
Sinto.
Quiçá tenho.
Ah, como tenho
a tempo
chegam de ver!
Da porta
onde escravisa meu coração como em congá,
transcrevo teu beijo em cravo em canela.
Num amor de janela.
Na senzala
fico
sem sala.
Na mala o peito,
na mão o barco,
no olho teus traços,
Quiçá tão meu.
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