Quanto ao amor que pariu minhas pernas e me deixou nua, na alma.
Morrerá em mim o desejo de tuas mãos
que deviam percorrer meus ombros quietos,
e sem fazer barulho, eu gritaria a dor de amá-lo.
A calmaria no silêncio passa em meu portão, venta, e some entre o fim da rua.
Doce ilusão de passos incertos na minha calçada,
quem havia de ser se não o carteiro? Nem ele vem.
Ao fundo meus braços cansados;
teus cabelos do rosto atraem meu cheiro.
No fundo da minh'alma eu assumo
que os gritos eram de amor e que o susto era cautelosamente
arruinador.
Não te queria querer ter.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A renda de sinhá
A renda emoldurada sobre joelhos bambos.
Com o silueta de cintura alta,
onde os olhos fundos de ambos
viam da ribalta
teus comandos.
Mulher de olhos fundos,
cautelosamente saquiados
para o vagabundo imundo
se sentir saciado.
Desejara esse joelho rendado
para que o amor que tenha te dado
nunca fique amarrotado
sobre teus olhos que me veem de lado.
Mal vi que a renda posta no joelhos era minha
e que a cantiga era a dor
e que eu como sinhá
morria de amor.
Com o silueta de cintura alta,
onde os olhos fundos de ambos
viam da ribalta
teus comandos.
Mulher de olhos fundos,
cautelosamente saquiados
para o vagabundo imundo
se sentir saciado.
Desejara esse joelho rendado
para que o amor que tenha te dado
nunca fique amarrotado
sobre teus olhos que me veem de lado.
Mal vi que a renda posta no joelhos era minha
e que a cantiga era a dor
e que eu como sinhá
morria de amor.
Seria Maria?
Depende dos olhos de quem quer devorar.
Mentira
do amor
que em ira
transforma a dor
em calmaria
pras almas
em cantoria
onde a esquina
da padaria
se vende
a agonia
de estar
em armonia
onde o conselho
bebia
para que venha
a alegria
e com o par
em dia
que de tão longe
via.
Via a cura chegar pro sossego da verdade que de esperta quase foi, quando quis se contar.
Mentira
do amor
que em ira
transforma a dor
em calmaria
pras almas
em cantoria
onde a esquina
da padaria
se vende
a agonia
de estar
em armonia
onde o conselho
bebia
para que venha
a alegria
e com o par
em dia
que de tão longe
via.
Via a cura chegar pro sossego da verdade que de esperta quase foi, quando quis se contar.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Vômito
- Isso não deveria estar aqui.
Sinceramente; desculpe o que poderá jorrar dos meus dedos adiante. Somos porcos na lama da esperança que nos traga devagar até os olhos vistos como se fossem nossos. O amor dói. A solidão parece uma dança atraente mas não arrisco a entrar sobre teu som brando. Digo que um dia, tu agonizará de riso até tua alma sombria se despedaçar, porém, do mesmo modo que te gruda o coração depois da melancolia dolorida, todo o resto pode grudar. Saiba pois que barcos com casco de diamante não flutuam; em instantes a vida é longa, e a gente se deixa no sofá a espera de uma noticia, que raramente chega. O esforço da tua atenção, não mede a descriminação que pode receber para com quem estás a procura. A esperança é a lama, e o caos é o silêncio; pois o tal, te invade onde nunca chegaria a tal ideia: de que a culpa é tua - eu me lembro de pedir desculpas para o que poderia jorrar dos meus dedos, estou desculpada e longe do limite - exato, a culpa é tua, é nossa. Nos colocamos tanto a disposição, que por mais que sejamos doces, viramos amargos. Raramente as pessoas andam dispostas a se doar. E eu vou querendo ser entregue, me jogando entre as confusões da memória e do peito que pessoas juram gostar, mas jogam pra fora para que o lixeiro pegue e leve ao caminhão, jogando-o, sabendo que poderia quebrar. Dolorosamente a gente afunda o ego e grita o peito, nos rasgamos por dentro a espera. Agonia que não passa. Eu desisto.
Sinceramente; desculpe o que poderá jorrar dos meus dedos adiante. Somos porcos na lama da esperança que nos traga devagar até os olhos vistos como se fossem nossos. O amor dói. A solidão parece uma dança atraente mas não arrisco a entrar sobre teu som brando. Digo que um dia, tu agonizará de riso até tua alma sombria se despedaçar, porém, do mesmo modo que te gruda o coração depois da melancolia dolorida, todo o resto pode grudar. Saiba pois que barcos com casco de diamante não flutuam; em instantes a vida é longa, e a gente se deixa no sofá a espera de uma noticia, que raramente chega. O esforço da tua atenção, não mede a descriminação que pode receber para com quem estás a procura. A esperança é a lama, e o caos é o silêncio; pois o tal, te invade onde nunca chegaria a tal ideia: de que a culpa é tua - eu me lembro de pedir desculpas para o que poderia jorrar dos meus dedos, estou desculpada e longe do limite - exato, a culpa é tua, é nossa. Nos colocamos tanto a disposição, que por mais que sejamos doces, viramos amargos. Raramente as pessoas andam dispostas a se doar. E eu vou querendo ser entregue, me jogando entre as confusões da memória e do peito que pessoas juram gostar, mas jogam pra fora para que o lixeiro pegue e leve ao caminhão, jogando-o, sabendo que poderia quebrar. Dolorosamente a gente afunda o ego e grita o peito, nos rasgamos por dentro a espera. Agonia que não passa. Eu desisto.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Foram dois rios que passaram na minha vida
O carro na avenida,
o pandeiro que grita na dor de um batuque cautelosamente ritimado.
Eu era verde e rosa,
eu era azul e branco.
O silêncio da bateria
no samba da mulata entre as penas do corpo
que quase nu, não me encantava,
eu via a serpentina num ataque descontrolado da rede de tv.
Eu via ontem minha portela,
eu vi hoje minha mangueira.
Meu coração dividido entre dois amores que disputam a melancolia do grito de vitória.
A festa não compara o swing,
o povo brasileiro que cai no carnaval até se de cama.
Tu samba, chora, pinta a avenida
que grita o samba na garganta.
Eu sou samba, a voz do morro!
o pandeiro que grita na dor de um batuque cautelosamente ritimado.
Eu era verde e rosa,
eu era azul e branco.
O silêncio da bateria
no samba da mulata entre as penas do corpo
que quase nu, não me encantava,
eu via a serpentina num ataque descontrolado da rede de tv.
Eu via ontem minha portela,
eu vi hoje minha mangueira.
Meu coração dividido entre dois amores que disputam a melancolia do grito de vitória.
A festa não compara o swing,
o povo brasileiro que cai no carnaval até se de cama.
Tu samba, chora, pinta a avenida
que grita o samba na garganta.
Eu sou samba, a voz do morro!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Escrito;
A quem diria a morte?
insana conserta a vida sem cautela, e embaraça o laço engordurado do apego, que só no seu leito, se transpassa.
A quem então dirá a vida?
que por inveja se faz doída; se atraca na solidão de amores esquecidos. E ainda se considera dádiva?
Sejamos mortos para a vida; porém vivos para o AMOR.
insana conserta a vida sem cautela, e embaraça o laço engordurado do apego, que só no seu leito, se transpassa.
A quem então dirá a vida?
que por inveja se faz doída; se atraca na solidão de amores esquecidos. E ainda se considera dádiva?
Sejamos mortos para a vida; porém vivos para o AMOR.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Amor de cantiga
Dói.
Descreve-se a entrada triunfal de peito aberto,
logo faltara ar, e caira no chão.
Cautelosamente a rainha te levantaria e cuidaria de arrumar um lenço para as lágrimas
que não passaram dos olhos.
Como plebeia meu lugar é na platéia,
na platéia do choro sucumbido de agonia,
faço parte de onde as mãos soam frio e o corpo desmancha a mancha que teu toque fez.
Aterrorizante me coloquei no meu duro lugar.
A sala era vazia, se lotada, eu não via ninguém a não ser o rei acompanhado de sua rainha,
o moço vestido de azul sem aliança,
e a mim.
Alguns olhos raspavam;
o rei me filmava, me fitava, agonizava e sorria. Eu cautelosamente respondia seu disfarce.
Minh'alma agonizava,
meu grito era mudo,
meu lábio era seco.
Dá-me de beber.
Faz-me como platéia, mas se mantenha sentada nela, como um ano atrás.
Fale do mal hálito do povo e eu te darei uma bala.
Traga-me as acrobacias, as dividas
os sonhos de menino.
Plebeias preferem amar os bichos;
tua arrogância te fez um.
Ó meu rei, olha meus olhos sofridos
e minhas mãos quebradas! Olha o que fizestes depois
de partires com meu amor puro,
com a minha cantiga de amor!
Me olha fundo e me diz que eu não sou nada que você ame,
flagele-me
e que se dane.
No seu sonho, eu tenho culpa.
Descreve-se a entrada triunfal de peito aberto,
logo faltara ar, e caira no chão.
Cautelosamente a rainha te levantaria e cuidaria de arrumar um lenço para as lágrimas
que não passaram dos olhos.
Como plebeia meu lugar é na platéia,
na platéia do choro sucumbido de agonia,
faço parte de onde as mãos soam frio e o corpo desmancha a mancha que teu toque fez.
Aterrorizante me coloquei no meu duro lugar.
A sala era vazia, se lotada, eu não via ninguém a não ser o rei acompanhado de sua rainha,
o moço vestido de azul sem aliança,
e a mim.
Alguns olhos raspavam;
o rei me filmava, me fitava, agonizava e sorria. Eu cautelosamente respondia seu disfarce.
Minh'alma agonizava,
meu grito era mudo,
meu lábio era seco.
Dá-me de beber.
Faz-me como platéia, mas se mantenha sentada nela, como um ano atrás.
Fale do mal hálito do povo e eu te darei uma bala.
Traga-me as acrobacias, as dividas
os sonhos de menino.
Plebeias preferem amar os bichos;
tua arrogância te fez um.
Ó meu rei, olha meus olhos sofridos
e minhas mãos quebradas! Olha o que fizestes depois
de partires com meu amor puro,
com a minha cantiga de amor!
Me olha fundo e me diz que eu não sou nada que você ame,
flagele-me
e que se dane.
No seu sonho, eu tenho culpa.
Consequência
Quanto aos olhos,
fitam minha cara amassada
e afundam minh'alma no desespero.
Eu tive.
Tive.
Por segundos era meu.
As lamentações de Sócrates
que minha cabeça confunde.
Só penso em gritar-te,
devorar-te os pelos
e depois te arrotar por inteiro.
Volto ao carro,
aos olhos,
aos lábios,
ao gosto amargo que agora
sinto
como se fosse a consequência da morte.
Que morram todos;
que morram até os que eu amei
e você, que eu amo.
fitam minha cara amassada
e afundam minh'alma no desespero.
Eu tive.
Tive.
Por segundos era meu.
As lamentações de Sócrates
que minha cabeça confunde.
Só penso em gritar-te,
devorar-te os pelos
e depois te arrotar por inteiro.
Volto ao carro,
aos olhos,
aos lábios,
ao gosto amargo que agora
sinto
como se fosse a consequência da morte.
Que morram todos;
que morram até os que eu amei
e você, que eu amo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
rr
Na cama.
Abala teu eu disposto,
Te rasga e te queima.
Te viras para melhor posição e para o conforto.
Teu gemido exprimido, faz delirio ao ouvido.
Ai, quem te escuta, perde a calmaria e se entrega ao extase de estar presente.
Meu maior inimigo na cama.
Irritantemente irritador, ronco.
Abala teu eu disposto,
Te rasga e te queima.
Te viras para melhor posição e para o conforto.
Teu gemido exprimido, faz delirio ao ouvido.
Ai, quem te escuta, perde a calmaria e se entrega ao extase de estar presente.
Meu maior inimigo na cama.
Irritantemente irritador, ronco.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
--
Nas melancolias em que a moradia aparece
a felicidade transpassa o ar de nuvem preta.
Cautelosamente o entrelaçamento de um rei para uma plebéia.
Os olhos nunca olham as batidas da afinidade,
onde a parte dos porquês assume a calmaria. Atoladamente
um riso frouxo.
Embora o cansaço chegue a pele,
a impermeabilidade alucina o amor das pernas.
Todas as salivas nas costas,
os pelos do rosto. Como um leão amando sua presa
que logo em seguida abocanha de devora o corpo inteiro.
Lança para dentro,
e enquanto degusta sente mais fome
mais vontade.
A ordem do amor, não assume o peso da dor, nunca.
a felicidade transpassa o ar de nuvem preta.
Cautelosamente o entrelaçamento de um rei para uma plebéia.
Os olhos nunca olham as batidas da afinidade,
onde a parte dos porquês assume a calmaria. Atoladamente
um riso frouxo.
Embora o cansaço chegue a pele,
a impermeabilidade alucina o amor das pernas.
Todas as salivas nas costas,
os pelos do rosto. Como um leão amando sua presa
que logo em seguida abocanha de devora o corpo inteiro.
Lança para dentro,
e enquanto degusta sente mais fome
mais vontade.
A ordem do amor, não assume o peso da dor, nunca.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Paletó
Me deixem nas mãos dos homens.
Como se já fossemos amantes,
perdendo meu tempo em ser mulher nas dores do meu corpo.
Perdendo meu corpo nas mãos firmes e na boca calada de palavras.
A voz da alma negra,
as dores nas pernas.
Meus cabelos curtos visam o par
vagabundo como deve ser.
A violência dos olhos que arrancam meu peito
me colocam nua
e entre o sal da pele atracam apenas a alma.
Fundo.
Sacode os lares que mudam da forma como as juras se vão.
Tomo cuidado
e caio no canto de ossanha,
na lábia doce,
e no samba mal feito.
A verdade é que sou louca por eles,
sou louca por doma-los pelos olhos e fincar-lhes as unhas.
Apenas amei primeiro o amor.
Entre as barbas,
os pelos,
os vãos,
os vermelhos do céu.
Meus olhos vestem sangue.
E mesmo com o cuidado
sou entregue ao vagabundo coração.
Larguem-me na mão dos homens preu ter na minha frente o que minh'alma sempre quisera.
Como se já fossemos amantes,
perdendo meu tempo em ser mulher nas dores do meu corpo.
Perdendo meu corpo nas mãos firmes e na boca calada de palavras.
A voz da alma negra,
as dores nas pernas.
Meus cabelos curtos visam o par
vagabundo como deve ser.
A violência dos olhos que arrancam meu peito
me colocam nua
e entre o sal da pele atracam apenas a alma.
Fundo.
Sacode os lares que mudam da forma como as juras se vão.
Tomo cuidado
e caio no canto de ossanha,
na lábia doce,
e no samba mal feito.
A verdade é que sou louca por eles,
sou louca por doma-los pelos olhos e fincar-lhes as unhas.
Apenas amei primeiro o amor.
Entre as barbas,
os pelos,
os vãos,
os vermelhos do céu.
Meus olhos vestem sangue.
E mesmo com o cuidado
sou entregue ao vagabundo coração.
Larguem-me na mão dos homens preu ter na minha frente o que minh'alma sempre quisera.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Peito
Como a dor que sangra.
Alucinadamente o entrelaçamento me condena a morte por juras de amor.
Como se em tuas mãos,
eu fosse uma puta de olhos abertos e perdidos. Como se chegasse feito um Zeppelin,
só que sendo um bicho.
Da forma como me atraí
condena o teu veneno de morte,
deita no meu caos e afunda teu amor sobre meu peito riscado a ferro.
Na imensidão das calmarias,
tu afundara a nós mesmos na beleza do cinza,
me mostrando tuas riscas vermelhas nas costas. Me mostra a tua dor,
e eu molho cada pedaço dela na minha saliva afim de que arda e cure.
Cortono tuas pupilas para que pressinta
meus cílios atravessarem teus olhos fundos,
e ao fundo me dê em sangue teu peito, como fizera com o meu.
Arruinou meu rastro e me fizera tua,
com o contorno dos teus olhos e no repouso do teu corpo.
Desejo-te para que deguste-me com água na boca,
com a pele,
com a carne,
com a alma,
com o coração.
Que teus olhos tirem fotos cerebrais de quando ver minh'alma aberta ao teu toque.
Quanto aos nossos pés,
ao teu manto,
ao meu cabelo,
que sejamos um nó.
Saiba pois que nenhum laço pode ser tão bonito quanto um nó bem firme.
Alucinadamente o entrelaçamento me condena a morte por juras de amor.
Como se em tuas mãos,
eu fosse uma puta de olhos abertos e perdidos. Como se chegasse feito um Zeppelin,
só que sendo um bicho.
Da forma como me atraí
condena o teu veneno de morte,
deita no meu caos e afunda teu amor sobre meu peito riscado a ferro.
Na imensidão das calmarias,
tu afundara a nós mesmos na beleza do cinza,
me mostrando tuas riscas vermelhas nas costas. Me mostra a tua dor,
e eu molho cada pedaço dela na minha saliva afim de que arda e cure.
Cortono tuas pupilas para que pressinta
meus cílios atravessarem teus olhos fundos,
e ao fundo me dê em sangue teu peito, como fizera com o meu.
Arruinou meu rastro e me fizera tua,
com o contorno dos teus olhos e no repouso do teu corpo.
Desejo-te para que deguste-me com água na boca,
com a pele,
com a carne,
com a alma,
com o coração.
Que teus olhos tirem fotos cerebrais de quando ver minh'alma aberta ao teu toque.
Quanto aos nossos pés,
ao teu manto,
ao meu cabelo,
que sejamos um nó.
Saiba pois que nenhum laço pode ser tão bonito quanto um nó bem firme.
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