- Isso não deveria estar aqui.
Sinceramente; desculpe o que poderá jorrar dos meus dedos adiante. Somos porcos na lama da esperança que nos traga devagar até os olhos vistos como se fossem nossos. O amor dói. A solidão parece uma dança atraente mas não arrisco a entrar sobre teu som brando. Digo que um dia, tu agonizará de riso até tua alma sombria se despedaçar, porém, do mesmo modo que te gruda o coração depois da melancolia dolorida, todo o resto pode grudar. Saiba pois que barcos com casco de diamante não flutuam; em instantes a vida é longa, e a gente se deixa no sofá a espera de uma noticia, que raramente chega. O esforço da tua atenção, não mede a descriminação que pode receber para com quem estás a procura. A esperança é a lama, e o caos é o silêncio; pois o tal, te invade onde nunca chegaria a tal ideia: de que a culpa é tua - eu me lembro de pedir desculpas para o que poderia jorrar dos meus dedos, estou desculpada e longe do limite - exato, a culpa é tua, é nossa. Nos colocamos tanto a disposição, que por mais que sejamos doces, viramos amargos. Raramente as pessoas andam dispostas a se doar. E eu vou querendo ser entregue, me jogando entre as confusões da memória e do peito que pessoas juram gostar, mas jogam pra fora para que o lixeiro pegue e leve ao caminhão, jogando-o, sabendo que poderia quebrar. Dolorosamente a gente afunda o ego e grita o peito, nos rasgamos por dentro a espera. Agonia que não passa. Eu desisto.