Quanto ao amor que pariu minhas pernas e me deixou nua, na alma.
Morrerá em mim o desejo de tuas mãos
que deviam percorrer meus ombros quietos,
e sem fazer barulho, eu gritaria a dor de amá-lo.
A calmaria no silêncio passa em meu portão, venta, e some entre o fim da rua.
Doce ilusão de passos incertos na minha calçada,
quem havia de ser se não o carteiro? Nem ele vem.
Ao fundo meus braços cansados;
teus cabelos do rosto atraem meu cheiro.
No fundo da minh'alma eu assumo
que os gritos eram de amor e que o susto era cautelosamente
arruinador.
Não te queria querer ter.