Como a dor que sangra.
Alucinadamente o entrelaçamento me condena a morte por juras de amor.
Como se em tuas mãos,
eu fosse uma puta de olhos abertos e perdidos. Como se chegasse feito um Zeppelin,
só que sendo um bicho.
Da forma como me atraí
condena o teu veneno de morte,
deita no meu caos e afunda teu amor sobre meu peito riscado a ferro.
Na imensidão das calmarias,
tu afundara a nós mesmos na beleza do cinza,
me mostrando tuas riscas vermelhas nas costas. Me mostra a tua dor,
e eu molho cada pedaço dela na minha saliva afim de que arda e cure.
Cortono tuas pupilas para que pressinta
meus cílios atravessarem teus olhos fundos,
e ao fundo me dê em sangue teu peito, como fizera com o meu.
Arruinou meu rastro e me fizera tua,
com o contorno dos teus olhos e no repouso do teu corpo.
Desejo-te para que deguste-me com água na boca,
com a pele,
com a carne,
com a alma,
com o coração.
Que teus olhos tirem fotos cerebrais de quando ver minh'alma aberta ao teu toque.
Quanto aos nossos pés,
ao teu manto,
ao meu cabelo,
que sejamos um nó.
Saiba pois que nenhum laço pode ser tão bonito quanto um nó bem firme.