terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Foram dois rios que passaram na minha vida

O carro na avenida,
o pandeiro que grita na dor de um batuque cautelosamente ritimado.
Eu era verde e rosa,
eu era azul e branco.
O silêncio da bateria
no samba da mulata entre as penas do corpo
que quase nu, não me encantava,
eu via a serpentina num ataque descontrolado da rede de tv.
Eu via ontem minha portela,
eu vi hoje minha mangueira.
Meu coração dividido entre dois amores que disputam a melancolia do grito de vitória.
A festa não compara o swing,
o povo brasileiro que cai no carnaval até se de cama.
Tu samba, chora, pinta a avenida
que grita o samba na garganta.
Eu sou samba, a voz do morro!