quarta-feira, 21 de março de 2012

Alegrim

Por onde batem as telhas
e semeia os nós (dois)
por onde soam as veias
fartas de pós (pois:)...
Como querer o liquido da manhã
sem passar-te pela solidão da madrugada
onde só a tv fica ligada
e a alma amarrotada
se enlaça na dor feito lã?
Os olhos partidos
que rodam junto com o disco
na vitrola
cheia de riscos
que não funciona mais, iá iá.
Quando espera-se no anseio
desejam suas mãos
por onde a que queda dos meus seios
escorregam para o coração.
Afundo-me
Afundo-te
Afundai-nos
em nós, para que a noite pareça manhã
e para que a-manhã nunca vire noite.