Quiçá tu és a obra prima dos meus cantos.
Su'alma vinde a mim num cheiro de alegrim,
sobre minhas mãos lunáticas que te tocam por entre o que nos afasta.
O choro que se bate em madeira,
prego que perfura e finca
não se tira.
As letras compostas compõem a imensidão,
dessas jorram o sangue que contudo
nos torna esse imenso adjetivo.
Sem regras de capacidade
com a função de olhares perdidos onde nos partem em dois.
Lamentou a calmaria que escorregou por nós um-dois.
Sendo-me transmitida por radioatividade para teus ouvidos
que ouvem tão pouco meus gritos de susto
por entre os barulhos que tu não fizera de noite.
Reguem-nos!
Nua sou eu sem tuas mãos a cobrir minhas vergonhas
que hoje expostas me causam medo.
Completa seria eu, se tu és minha metade me causando inteira,
pra que no fim do teu corpo, comece o meu.